Agora é para valer: guia das oitavas de final da Champions League 2014/15

Chegou a hora de ver quem é que tem mais garrafa vazia para vender. A Champions League chega à sua fase decisiva, o mata-mata, que é quando os times precisam mostrar a que vieram. Nos últimos anos, as oitavas de final não têm mostrado grandes surpresas. Os favoritos têm feito a sua parte, o que, parece, continuará este ano. A diferença é que temos alguns jogos que oferecem equilíbrio e ao menos dois confrontos entre times fortes em termos europeus, o que pode tornar difícil apontar um favorito evidente. Seja como for, o histórico é um parâmetro a ser considerado, mas a história está aí para ser escrita. Então, trazemos uma análise de cada um dos confrontos para você se preparar.

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O equilíbrio

Paris Saint-Germain x Chelsea
Terça, 17 de fevereiro, 17h45 (Esporte Interativo, ESPN Brasil), no Parc des Princes, em Paris
Quarta, 11 de março, 16h45 (a definir), no Stamford Bridge, em Londres

Duelo entre Ibrahimovic, do PSG, e Terry, do Chelsea, voltará a acontecer  (AP Photo/Michel Euler)

Duelo entre Ibrahimovic, do PSG, e Terry, do Chelsea, voltará a acontecer (AP Photo/Michel Euler)

Um dos duelos mais equilibrados desta fase da Champions League. O Chelsea é dos melhores times da Europa neste momento e lidera a Premier League com autoridade e bom futebol. Eficiência é uma marca do time de José Mourinho, que tem jogadores excepcionais especialmente do meio para frente. Fàbregas, Hazard e Diego Costa são os três principais nomes do time, por suas participações como protagonistas. O time vem em uma sequência bastante positiva. Desde a última vez que entrou em campo pela Champions League, são 15 jogos, com 10 vitórias, três empates e duas derrotas. Se quando saiu o sorteio o Chelsea já estava forte, o time cresceu ainda mais nesse período e chega para o jogo com um leve favoritismo. Não só porque parece mais forte, mas também porque o adversário parece mais fraco.

O Paris Saint-Germain é um time de estrelas, mas que nesta temporada está sofrendo para mostrar bom futebol. Aliás, o time tem sofrido para conseguir os resultados, antes de jogar bom futebol. O técnico Laurent Blanc não conseguiu encaixar um time que tem Zlatan Ibrahimovic, Edinson Cavani e Lucas, por exemplo. O time é o segundo colocado no Campeonato Francês, onde se esperava que ele nadasse de braçada. Sem um time encaixado, sem estar liderando a sua liga e ainda com prováveis quatro desfalques para o jogo de ida, potencialmente cinco – Lucas, Marquinhos, Cabaye e Aurier estão fora da partida e Matuidi é dúvida, todos machucados no jogo contra o Caen. Muitos problemas que o farto elenco do PSG terá que suprir se não quiser cair novamente para o Chelsea, como foi nas quartas de final da última temporada.

A esperança

Shakhtar Donetsk x Bayern de Munique
Terça, 17 de fevereiro, 17h45 (Sports+), na Arena Lviv, em Lviv
Quarta, 11 de março, 16h45 (A definir), na Allianz Arena, em Munique

Arjen Robben, craque do Bayern de Munique (AP Photo/Kerstin Joensson)

Arjen Robben, craque do Bayern de Munique (AP Photo/Kerstin Joensson)

O Shakhtar Donetsk vive uma temporada atribulada pelos problemas políticos e sociais da Ucrânia, que obrigou o time a deixar Donetsk e o seu estádio para jogar em Lviv e mudar para Kiev. O time segue brigando forte na liga nacional, onde está cinco pontos atrás do Dynamo Kiev, mas perder a Donbass Arena, onde se acostumou a jogar, é um fator importante. Mesmo assim, o técnico Mircea Lucescu está esperançoso.

Uma das razões é o centroavante Luiz Adriano, artilheiro desta edição da Champions League com nove gols até aqui. O problema é que a maior parte deles foi contra o Bate Borisov, de Belarus. O brasileiro precisará mostrar que pode marcar gols também em adversários mais fortes. Outro ponto forte: Fernando. O volante, ex-Grêmio, tornou-se fundamental no Shakhtar para diminuir o espaço do adversário, ainda mais contra um time que teve 64% de posse de bola média. Outros dois brasileiros são chave: Douglas Costa e seu poder ofensivo atrás de Luiz Adriano, e a força de Alex Teixeira como volante saindo de trás e com muita qualidade na frente. Mas tudo terá que ser perfeito e esse é o problema.

Os bávaros começaram o ano devagar, mas já mostraram que estão na ponta dos cascos com um impressionante 8 a 0 sobre o Hamburgo. Robben é o principal jogador do time, em uma temporada que Franck Ribéry não tem brilhado como em temporadas passadas. Mas as coeses são muitas. Thomas Müller é um jogador que trabalha muito pelo time e, mesmo se não estiver inspirado, será um tormento; Lewandowski não faz suas melhores temporadas, mas é um centroavante muito dotado tecnicamente para marcar gols e abrir espaços; Mario Götze é um dos grandes nomes do futebol alemão e tem muito a mostrar; Schweinsteiger é um motor do meio-campo, líder e tecnicamente pode controlar o jogo; Neuer é o melhor goleiro do mundo; e Guardiola é capaz de surpreender em muitos jogos.  O time não é isento de defeitos (o Wolfsburg deixou isso bem claro), mas é muito favorito para o confronto com o Shakhtar. Para os ucranianos passarem, será preciso que algo dê muito errado no campeão alemão.

O favorito

Schalke 04 x Real Madrid
Quarta, 18 de fevereiro, 17h45 (Bandeirantes e ESPN Brasil), na Veltins Arena, em Gelsenkirchen
Terça, 10 de março, 16h45 (a definir), no Santiago Bernabéu, em Madri

Cristiano Ronaldo e o Real Madrid atropelaram o Schalke na temporada passada (AP Photo/Andres Kudacki)

Cristiano Ronaldo e o Real Madrid atropelaram o Schalke na temporada passada (AP Photo/Andres Kudacki)

Atual campeão europeu e do mundo e com o jogador Bola de Ouro no seu elenco. Isso já seria motivo para transformar o Real Madrid em favorito destacado para o confronto com o Schalke 04, mas vai além disso. O histórico recente é bastante desfavorável para os alemães. Na temporada passada, os dois times também se enfrentaram nas oitavas de final. Foi um massacre do time merengue. Em uma das melhores atuações da equipe no torneio, o Real Madrid venceu por 6 a 1 em Gelsenkirchen, matando o confronto já no jogo de ida com direito a uma atuação de gala do trio BBC. Na volta, outra vitória do time espanhol por 3 a 1 e a classificação tranquila.

Os Azuis Reais precisarão de um desempenho melhor do que tiveram até agora se quiserem causar uma surpresa em ao menos um dos jogos. Eric Choupo-Moting é o principal nome do time até aqui, com nove gols. Será preciso que seu parceiro, Huntelaar, também funcione. O que pode ajudar o Schalke é que o Real Madrid caiu de desempenho e vê o seu principal jogador em um momento não tão bom. Cristiano Ronaldo não marcou e não foi bem nos últimos jogos que fez, o que não deixa de ser uma esperança para os fanáticos torcedores do time alemão.

Só que será preciso mais do que isso, porque Ronaldo não joga sozinho no Real Madrid. Bale já mostrou em diversos momentos que pode chamar a responsabilidade e Benzema é um dos atacantes em melhor fase no mundo. Marca gols e ajuda muito o time no ataque. O trio BBC chegou a 50 gols no Campeonato Espanhol e tem se mostrado altamente eficiente. É difícil imaginar, mesmo se o Real Madrid não estiver no seu melhor, que não passe pelos alemães, por tudo que os dois times jogaram nesta temporada.

Passe longe

Basel x Porto
Quarta, 18 de fevereiro, 17h45 (Sports+), St. Jakob Park, em Basel
Terça, 10 de março, 16h45 (a definir), no Estádio do Dragão, em Porto

Jackson Martinez, do Porto (AP Photo/Alvaro Barrientos)

Jackson Martinez, do Porto (AP Photo/Alvaro Barrientos)

Tudo seria diferente se o Basel não tivesse eliminado o Liverpool, mas foi o que o time suíço fez. E aí deu a sorte de pegar o Porto, certamente um dos primeiros colocados mais desejados pelos times que terminaram em segundo. Mesmo com toda a tradição e camisa do Porto na Champions League, que precisa ser respeitada, não é difícil imaginar que o jogo seja equilibrado, embora com leve favoritismo dos portugueses. O que é curioso é que o técnico do Basel é Paulo Sousa, português ligado ao Benfica. Seu retrospecto contra os dragões, como jogador, não foi bom: duas vitórias, quatro empates e seis derrotas, jogando por Benfica, Sporting e Panathinaikos.

O Porto entrou 13 vezes em campo desde o último jogo da fase de grupos da Champions League. São 10 jogos vitórias, um empate e duas derrotas. Destaque para Jackson Martínez, o centroavante colombiano do time, que é um perigo dentro da área. Os suíços não entraram tantas vezes em campo. Por conta do inverno rigoroso no país, a liga voltou a ser disputada só no dia 8 de fevereiro, com uma vitória por 4 a 1 do time sobre o Grasshoppers. São nove jogos de invencibilidade no Campeonato Suíço, com sete vitórias. Se contarmos os amistosos, o time suíço venceu cinco dos sete jogos, empatou um e perdeu outro. Fabian Schär, um dos principais jogadores do time, perde o jogo de ida por suspensão, e é um desfalque importante.

Só que o grande ponto desse confronto é que, de longe, é o jogo que menos gera interesse entre todos os oito. Não envolve nenhum dos favoritos ao título. Dificilmente um desses times passará das quartas de final, não importa quem se classificar.

O jogão

Manchester City x Barcelona
Terça, 24 de fevereiro, 16h45 (a definir), no estádio Etihad, em Manchester
Quarta, 18 de março, 16h45 (a definir) no estádio Camp Nou, em Barcelona

Messi continua decisivo no Barcelona contra o Manchester City na temporada passada (AP Photo/Jon Super)

Messi continua decisivo no Barcelona contra o Manchester City na temporada passada (AP Photo/Jon Super)

Segundo ano consecutivo com o duelo entre os dois times nas oitavas de final da Champions League. Na temporada passada, havia a expectativa que o Manchester City conseguisse derrubar o Barcelona. Não conseguiu. Perdeu o primeiro jogo por 2 a 0 em Manchester no jogo de ida e por 2 a 1 no Camp Nou na volta. Em 2014/15, novamente o Manchester City chega bem cotado.

O time é o segundo colocado no Campeonato Inglês e passou por um grupo duro, que tinha Bayern de Munique e Roma, garantindo a classificação só no último jogo, fora de casa, justamente contra o time da capital italiana. O técnico Manuel Pellegrini confia no seu atacante Sergio Agüero, que voltou a balançar as redes duas vezes no dia 11 de fevereiro, contra o Stoke. É o grande nome do City e tem um retrospecto razoável: contra os catalães, ele marcou cinco vezes em 10 jogos com a camisa do Atlético de Madrid. O time precisará dele para conseguir um bom resultado no jogo de ida, algo que não fez na temporada passada e acabou custando caro.

O Barcelona chega para o confronto no seu melhor momento da temporada. São 11 vitórias seguidas em todas as competições, sendo seis delas só no Espanhol. O trio Neymar, Messi e Suárez está cada vez melhor, especialmente os dois primeiros. E se o presente é bom, o retrospecto é melhor ainda. O Manchester City chega pela segunda vez às oitavas de final do principal torneio da Europa, enquanto o Barcelona é velho de guerra: é a 11ª vez consecutiva que está lá. Ou seja: se tradição conta, o Barcelona também leva vantagem. Não por acaso, é favorito, apesar dos dois timaços.

O passado

Juventus x Borussia Dortmund
Terça, 24 de fevereiro 16h45 (a definir), no estádio Juventus, em Turim
Quarta, 18 de março 16h45 (a definir), no estádio Signal Iduna Park, em Dortmund

Marco Reus é o craque do Borussia Dortmund (AP Photo/Martin Meissner)

Marco Reus é o craque do Borussia Dortmund (AP Photo/Martin Meissner)

Ah, o passado… Juventus e Borussia Dortmund é um confronto que lembra os anos 1990. Dois timaços que se enfrentaram algumas vezes naqueles anos de glórias dos dois clubes. A Juventus levantou a taça em 1996, enquanto o Dortmund foi campeão no ano seguinte, 1997, e contra justamente os italianos. E aquele foi só um dos muitos encontro dos dois times. No ano do título da Juve, em 1995/96, os dois times se enfrentaram na fase de grupos e o Dortmund  venceu por 2 a 1, com gol de Ricken – o mesmo que no ano seguinte faria o gol do título dos aurinegros. A história já tinha reunido os dois times antes, na final da Copa da Uefa de 1992/93, com a Juventus vencendo por vencendo por 3 a 1 fora de casa e por 3 a 0 em Turim. A Juve também avançou quando os dois times se enfrentaram na semifinal da Copa da Uefa de 1994/95, empatando por 2 a 2 em casa e vencendo por 2 a 1 fora.

A Juventus vem em um momento de bons resultados, ainda que o futebol seja questionado. Tem em Pogba o seu principal jogador, mais do que Pirlo e até que Tevez, o artilheiro da equipe. O meio-campista é o parâmetro da Juve em jogos recentes. Com o francês bem, o time se torna mais forte, dinâmico e com um meio-campo avassalador. Qualidade não falta já que só neste setor o time tem Pirlo, Vidal e Marchisio, além de Pogba. No ataque, Tevez às vezes tem a companhia de Llorente, outras vezes de Morata. Em termos de resultados, o time vem muito bem, obrigado: são 20 jogos de invencibilidade, com 13 vitórias e sete empates. O futebol da Juve não é empolgante, nem envolvente, mas é consistente. Os resultados aparecem e essa é a sua principal qualidade.

O Borussia Dortmund é o contrário. Consistência passa longe do time de Jürgen Klopp nesta temporada. Pegando só os jogos desde o último da fase de grupos (um empate por 1 a 1 com o Anderlecht, no dia 9 de dezembro), o Dortmund fez sete jogos, com três derrotas, dois empates e duas vitórias. É verdade que as vitórias vieram nos dois últimos jogos, o que aumenta a confiança do time. O futebol do Dortmund é exatamente o que o da Juve não é: empolgante e envolvente. Mais do que isso, é intenso. O time tem Marco Reus como seu grande craque, não por acaso. Só que a falta de consistência é um problema, ainda mais contra um time pragmático como a Juventus.

Os dois times tentarão fazer valer a sua tradição e camisa para seguirem adiante não só desta eliminatória, mas ir além de apenas chegar às quartas de final. Para a Juventus, significa resgatar um pouco da sua história gloriosa e voltar às quartas de final, que tem sido a barreira dos times italianos desde a temporada que a Inter foi campeã, em 2009/10. Para o Dortmund, é resgatar uma história recente de sucessos que o levaram à final do Champions de 2012/13. Os dois com muita história para contar.

O reencontro

Arsenal x Monaco
Quarta, 25 de fevereiro, 16h45 (a definir), no estádio Emirates, em Londres
Terça, 17 de março, 16h45 (a definir), no estádio Louis II, em Mônaco

Alexis Sánchez foi uma das transferências mais caras da história do Arsenal: € 37,8 milhões (AP Photo/Matt Dunham)

Alexis Sánchez foi uma das transferências mais caras da história do Arsenal: € 37,8 milhões (AP Photo/Matt Dunham)

Como dois times que nunca se enfrentaram têm tanta ligação? Bom, a resposta é óbvia e você provavelmente já ouviu: Arsène Wenger, o atual técnico dos Gunners, e um dos maiores ídolos da história do time londrina, Thierry Henry. Os dois franceses têm passagens marcantes no Monaco, clubes que os projetaram antes de chegarem ao time. E como os dois clubes nunca se enfrentaram, o reencontro não é entre as instituições, mas entre Arsène Wenger e o clube que o tornou famoso, entre 1987 e 1994, sendo inclusive campeão da Ligue 1 em 1987/88 e da Copa da França em 1990/91. E apesar do Monaco ser o primeiro colocado no duelo, o favoritismo é favorável aos ingleses.

O Arsenal é o quinto colocado na Premier League, mas vem em uma boa sequência recente. Desde o último jogo da fase de grupos, o Arsenal fez 13 jogos, com 10 vitórias, duas derrotas e um empate. O principal jogador do time é Alexis Sánchez, contratado nesta temporada e indo muito bem, em gols, assistências e boas atuações. Quem vem muito bem também é Olivier Giroud, centroavante que voltou bem depois de lesão que o tirou de boa parte da primeira temporada. Santi Cazorla tornou-se o organizador do jogo do Arsenal, mas Mesut Özil também melhorou recentemente e essa é outra boa notícia. Estes são os trunfos do Arsenal.

O Monaco não é sombra do que o levou à Champions League na temporada passada. A perspectiva do time era de talvez nem se classificar, mas avançou e chega a esta fase já parecendo ter ido além das suas possibilidades. O time está em quinto na Ligue 1, atrás dos times que efetivamente estão brigando pelo título, Lyon, Marseille e PSG. São oito pontos de diferença para o time parisiense. Foram 13 jogos desde a última partida de Champions League, a vitória por 2 a 0 sobre o Zenit que classificou o time para o mata-mata. Foram nove vitórias, dois empates e duas derrotas. Quem comanda a linha ofensiva do time é Dimitar Berbatov, aquele mesmo, que marcou seis gols no Campeonato Francês. O belga Yannick Ferreira-Carrasco tem sido o principal criador de jogadas, mais até que João Moutinho, seu companheiro de meio-campo. São as armas do Monaco para tentar passar pelo Arsenal nesse reencontro emocional entre o comandante gunner e um time que foi sua casa.

Os opostos

Bayer Leverkusen x Atlético de Madrid
Quarta, 25 de fevereiro, 16h45 (a definir), na BayArena, em Leverkusen
Terça, 17 de março 16h45 (a definir), no Vicente Calderón, em Madri

Manduzkic comemora com Torres o gol do Atlético de Madrid

Manduzkic comemora com Torres o gol do Atlético de Madrid

O Atlético de Madrid nunca esteve entre os favoritos ao título da Champions League, mas mesmo assim chegou à final na temporada passada (além de ter ganhado o título espanhol). Nesta temporada, já com esse estofo, mostrou força na primeira fase e se classificou em primeiro lugar com alguma tranquilidade. Mesmo assim, não está entre os favoritos ao título de novo. O time tem um perfil mais discreto, mas já mostrou várias vezes na temporada – como a acachapante goleada sobre o Real Madrid – que é um time para ser levado a sério. Especialmente porque é uma equipe que tem muito coração e muita força no mata-mata. Tanto que derrubou o Chelsea de Mourinho e o Barcelona de Messi e Neymar no caminho para a final. Contratou Fernando Torres, que é um reserva de luxo, e tem Antoine Griezmann jogando muito bem junto com Mario Madzukic. Turan ainda sofre com problemas físicos, mas segue como um jogador importante do time. São os principais jogadores colchoneros, além do comandante Diego Simeone.

Bom, não se pode dizer o mesmo do Bayer Leverkusen. O time não briga efetivamente pelo título alemão, apenas para ficar entre os classificados para a Champions League. Não é visto como ameaça e se o Atlético para ser o time que cresce em decisões, o Leverkusen é exatamente o oposto disso. O apelido de “Neverkusen” não é por acaso. Tudo isso, porém, não quer dizer que o time seja ruim. O time tem dois turcos entre seus destaques: o zagueiro Ömer Toprak e o meio-campista Hakan Calhanoglu, articulador do time. No ataque, é um sul-coreano que tem dado as cartas. Heung-Min Son vem fazendo excelente temporada, se destacando por gols e boas jogadas. Além dele, Karim Bellarabi, outro meia-atacante que tem mostrado ótimo futebol nesta temporada. O Leverkusen tem bons jogadores, mas terá que jogar melhor do que fez até agora para passar. Por isso, é o azarão contra o Atlético de Madrid.