O sorteio da Liga dos Campeões colocou vários times de peso frente a frente na próxima fase de grupos. Jogos que deixam expectativas para os próximos meses e que também evocam embates históricos do passado. São vários duelos que possuem os seus antecedentes nas competições continentais. Assim, aproveitando o gancho, resolvemos relembrar 20 dessas histórias. Para não repetir as contendas, pegamos apenas um exemplar de cada confronto. Além disso, os critérios para a escolha variam, sem necessariamente priorizar os jogos mais importantes ou os momentos mais memoráveis a um dos envolvidos. Confira:

Atlético de Madrid 0x1 Borussia Dortmund, Champions 1996/97

O primeiro jogo continental entre Borussia Dortmund e Atlético de Madrid aconteceu nas quartas de final da Recopa Europeia de 1965/66. Eram dois times marcantes, com ícones do porte de Hans Tilkowski, Sigfried Held, Luis Aragonés e Enrique Collar. Com um gol em cada partida, o ídolo Lothar Emmerich assegurou a classificação do BVB, que acabaria campeão. Já o reencontro aconteceu em 1996/97, quando ambos vinham de títulos nacionais e se pegaram na fase de grupos da Champions. Curiosamente, os visitantes se deram melhor nos dois jogos. O Dortmund venceu em Madri por 1 a 0, gol de Stefan Reuter. Já o Atleti deu o troco na visita ao Westfalenstadion, buscando a virada por 2 a 1. No fim das contas, ambos se classificaram aos mata-matas, mas de novo os aurinegros riram por último, levantando a Orelhuda pela primeira vez.

Clube Brugge 2×0 Atlético de Madrid, Champions 1977/78

O Club Brugge atravessou a grande temporada de sua história em 1977/78, quando chegou à final da Copa dos Campeões e só sucumbiu ao Liverpool. O time treinado por Ernest Happel tirou a Juventus nas semifinais, mas não se diminui o tamanho do feito nas quartas, quando superou um fortíssimo Atlético de Madrid – que, entre outras estrelas, contava com Leivinha e Luis Pereira. No jogo de ida, Daniël de Cubber e Paul Courant anotaram os gols na vitória por 2 a 0 na Bélgica – com direito ainda a um pênalti desperdiçado por Marcial do outro lado. Já na Espanha, o Atleti conseguiu abrir dois gols de vantagem em dois momentos distintos, mas Raoul Lambert e Julien Cools comandaram a reação dos visitantes. A derrota por 3 a 2 foi suficiente para deixar os colchoneros para trás.

Club Brugge 5×0 Borussia Dortmund, Copa da Uefa 1987/88

Em uma época de entressafra ao Borussia Dortmund e bons valores ao Club Brugge, os dois clubes se encontraram nas oitavas de final da Copa da Uefa. A situação parecia encaminhada quando os aurinegros aplicaram uma contundente vitória na Alemanha: 3 a 0, com dois gols de Frank Mill, referência da equipe na época. Contudo, encarar a viagem à Bélgica não era nada fácil. E os anfitriões mostraram o seu poder de reação. O craque Jan Ceulemans abriu o placar com dez minutos. Já a sequência do jogo foi estrelada pelos Van der Elst, que não tinham qualquer parentesco, mas se combinaram para demolir os aurinegros. No tempo normal, Leo van der Elst anotou dois gols, forçando a prorrogação. E na meia hora extra, Franky van der Elst também deixou dois, herói da façanha. Aquele Brugge, que ainda tinha Ronny Rosenthal e Marc Degryse, chegou às semifinais, quando sucumbiu ao Espanyol.

Monaco 6×1 Club Brugge, Champions 1988/89

O Monaco contava com um bom time na virada da década de 1980. Sob as ordens do promissor Arsène Wenger, os alvirrubros conquistaram a Ligue 1 e puderam testar sua força na Champions. Pelas oitavas de final, o Club Brugge parecia um desafio considerável. Os belgas venceram o jogo de ida por 1 a 0, colocando pressão para o reencontro no Estádio Louis II. Então, os monegascos arrebentaram. Golearam por 6 a 1, com cinco gols apenas na primeira meia hora de partida. A forte equipe contava com estrelas do porte de Manuel Amoros, Patrick Battiston, Glenn Hoddle e Mark Hateley. Os destaques da noite ficaram com Youssouf Fofana, que anotou uma tripleta, e José Touré, que balançou as redes mais duas vezes. O clube do principado, no entanto, cairia nas quartas de final, superado pelo Galatasaray.

PSV 2×3 Barcelona, Copa da Uefa 1995/96

PSV e Barcelona já tinham feito jogos históricos nas semifinais da Copa da Uefa em 1977/78. Na ocasião, mesmo com Johan Cruyff e Johan Neeskens do seu lado, o Barça acabaria eliminado pelo time estrelado pelos gêmeos René e Willy van de Kerkhof. O troco blaugrana viria nas quartas de final em 1995/96, agora com Cruyff no banco de reservas. No jogo de ida, os Boeren arrancaram um bom resultado no Camp Nou. Luc Nilis anotou os dois tentos para o time de Dick Advocaat no empate por 2 a 2. E não seria uma surpresa a classificação dos alvirrubros, que ainda contavam com Phillip Cocu e Boudewijn Zenden entre seus bons nomes – além de Ronaldo, desfalque por lesão. Os espanhóis, de qualquer forma, tinham as suas armas. E abriram dois gols de vantagem em Eindhoven, com Luis Figo e José Mari Bakero. O PSV buscaria o prejuízo, mas a classificação sairia aos 35 do segundo tempo, com Sergi decretando a vitória por 3 a 2.

Tottenham 1×1 Barcelona, Copa da Uefa 1981/82

Para se coroar campeão da Recopa Europeia de 1981/82, o Barcelona fez um de seus jogos mais difíceis contra o Tottenham, que acumularia boas campanhas continentais naquele período. No papel, aliás, os Spurs eram superiores a um Barça que passava por anos de entressafra. Entre as referências em White Hart Lane estavam Ricardo Villa, Glenn Hoddle, Steve Perryman e Ray Clemence. No jogo de ida, o empate por 1 a 1 em White Hart Lane ficou marcado pela violência dos catalães e pela conivência do árbitro. Mesmo depois da expulsão de Estella, Antonio Olmo abriu o placar graças ao frango de Clemence e o Tottenham só recobrou o prejuízo no fim, com Graham Roberts. Por fim, a volta no Camp Nou lotado contaria com o brilho de Allan Simonsen, principal astro no time de Udo Lattek. O dinamarquês assegurou a vitória por 1 a 0 e a classificação à decisão contra o Standard Liège.

Internazionale 3×1 Barcelona, Champions 2009/10

Um dos maiores jogos da história recente da Liga dos Campeões, sem dúvidas. O Barcelona vinha badalado depois da temporada espetacular de estreia sob as ordens de Pep Guardiola e surgia como favorito ao bicampeonato continental. A Internazionale, por sua vez, dominava a Serie A e levou José Mourinho justamente para recuperar a taça continental que não vinha desde os anos 1960. Na ida, em Milão, os nerazzurri tiveram uma atuação irretocável. Mesmo depois que Pedro abriu o placar, os italianos viraram com tentos de Wesley Sneijder, Diego Milito e Maicon. Já na volta, uma noite célebre no Camp Nou. A expulsão de Thiago Motta aos 28 minutos complicou bastante a situação da Inter. Então, Mourinho de uma aula de solidez defensiva, em exibição abnegada dos interistas – com o melhor exemplo de Samuel Eto’o jogando como auxiliar de lateral. Gerard Piqué, centroavante em parte do jogo, até fez o gol do Barcelona aos 39 do segundo tempo, mas a vitória por 1 a 0 foi insuficiente. Classificação que se tornou épica aos futuros campeões.

Internazionale 4×3 Tottenham, Champions 2010/11

Depois de quase cinco décadas, o Tottenham retornou à Liga dos Campeões em 2010/11. E o cartão de visitas do clube, comprovando que a década abriria uma nova era em White Hart Lane, veio justamente contra a Internazionale, campeã continental no ano anterior. O primeiro encontro na fase de grupos foi memorável. Com gols de Javier Zanetti, Dejan Stankovic e dois de Samuel Eto’o, os interistas abriram quatro tentos de vantagem em apenas 35 minutos – com direito à expulsão de Gomes do outro lado. Já no segundo tempo, Gareth Bale teria uma atuação destrutiva, anotando uma tripleta para fechar o placar em 4 a 3 aos italianos. Era só um aviso do galês. Em Londres, uma atuação apoteótica, desta vez passando em branco, mas auxiliando na vitória dos Spurs por 3 a 1. Rafael van der Vaart, Peter Crouch e Roman Pavlyuchenko fizeram os gols, enquanto Eto’o descontou.

Napoli 0x2 PSG, Copa da Uefa 1992/93

O Napoli sempre nutriu uma relação especial com a Copa da Uefa, mas já vinha perdendo fôlego no início da década de 1990. Aquele time, de qualquer forma, tinha símbolos respeitáveis – como Careca, Gianfranco Zola e Ciro Ferrara. Do outro lado, o Paris Saint-Germain vivia a sua afirmação, em tempos abastados com o investimento do Canal+. Valdo e Ricardo Gomes despontavam em um elenco que ainda contava com David Ginola e Bernard Lama. O craque, de qualquer forma, era George Weah. E foi ele quem decidiu o confronto pelos 16-avos de final da competição continental. Dois gols no San Paolo decretaram a vitória por 2 a 0, com o empate sem gols no Parc des Princes valendo a classificação.

PSG 3×0 Liverpool, Recopa Europeia de 1997

A semifinal da Recopa Europeia de 1996/97 colocou PSG e Liverpool frente a frente. Sob as ordens de Ricardo Gomes, os parisienses ainda viviam um período expressivo de sua história, enquanto os tempos eram ruins aos Reds de Roy Evans, apostando principalmente em garotos de sua base. Prova do momento difícil veio no Parc des Princes, quando os franceses venceram por 3 a 0. Leonardo, Benoît Caut e Jérôme Leroy anotaram os gols dos anfitriões. Já no reencontro em Anfield, o Liverpool até tentou reagir, mas a vitória por 2 a 0, com tentos de Mark Wright e Robbie Fowler, se mostrou insuficiente. Na decisão, o PSG perdeu a taça para o Barcelona.

Liverpool 1×2 Estrela Vermelha, Champions 1973/74

A quem estuda a história do Liverpool, o time dominante nas competições continentais surgiu graças ao Estrela Vermelha. Afinal, a classificação dos iugoslavos nas oitavas de final da Copa dos Campeões de 1973/74 foi tão arrasadora que levou Bill Shankly a repensar as bases de seu trabalho nos Reds e a postura da equipe nos compromissos contra adversários de outros países. Os ingleses já contavam com jogadores que marcariam a história do clube, como Kevin Keegan e Emlyn Hughes. Ainda assim, sofreram duas derrotas aos alvirrubros. Diante da pressão da torcida no Marakana, os anfitriões botaram os visitantes na roda, com o triunfo por 2 a 1. Slobodan Jankovic e Vladislav Bogicevic anotaram os gols. Já em Anfield, por mais que o goleiro Ognijen Petrovic tenha sido um dos heróis, os iugoslavos venceram novamente por 2 a 1, com Jankovic decidindo aos 45 do segundo tempo. Craque daquele time, Dragan Dzajic foi desfalque nos dois jogos. Uma das bases da seleção da Iugoslávia, aquele Estrela Vermelha era reconhecido por seu bom toque de bola, treinado pelo aclamado Miljan Miljanic, que depois assumiu o Real Madrid.

Porto 1×0 Schalke 04, Champions 2007/08

Manuel Neuer já era considerado um dos goleiros mais promissores do futebol europeu em 2008. Contudo, aquele confronto com o Porto nas oitavas de final da Liga dos Campeões foi um divisor de águas. O Schalke 04 venceu em Gelsenkirchen por 1 a 0, gol de Kevin Kuranyi. Já no Estádio do Dragão, o camisa 1 teve uma atuação fabulosa. Acumulou milagres, adiando o tento dos portugueses. Uma das defesas mais impressionantes, com o pé, pode ser considerada a mais difícil de sua carreira. Ainda assim, Lisandro López marcou aos 41 do segundo tempo e forçou a prorrogação. Já nos pênaltis, Neuer se agigantou de novo. Pegou duas cobranças e os Azuis Reais avançaram com a vitória por 4 a 1.

Bayern 5×1 Benfica, Champions 1975/76

Entre as vitórias mais marcantes do Bayern de Munique em seu tricampeonato continental ocorrido nos anos 1970, uma das principais aconteceu contra o Benfica. Os dois times se pegaram nas quartas de final, e o 0 a 0 em Lisboa até dava esperanças aos encarnados. Era um time em transformação, com alguns bons valores, embora bastante inferior aos bávaros. O placar zerado prevaleceu no primeiro tempo em Munique, até que o time de Dettmar Cramer demolisse os visitantes. Goleou por 5 a 1, com todos os tentos anotados antes dos 35 minutos. Gerd Müller e Bernd Dürnberger balançaram as redes duas vezes, enquanto Karl-Heinz Rummenigge também deixou o seu. Do outro lado, o atacante Nené descontou. Ao final da temporada, Franz Beckenbauer ergueria a Orelhuda pela terceira vez. (O vídeo desta partida não está disponível)

Ajax 4×0 Bayern, Champions 1972/73

Alemães e holandeses viveram o ápice de sua rivalidade na década de 1970. Os tricampeonatos de Ajax e Bayern se emendaram, enquanto o Nationalelf derrotou a Oranje na final da Copa do Mundo. Pois um momento emblemático aconteceu em 1972/73, nas quartas de final da Copa dos Campeões. Os bávaros já contavam com uma renomada equipe, dirigida com Udo Lattek e com a base que conquistaria o continente. Tiveram a prova viva de que não estavam prontos ainda ao serem defenestrados pelos Godenzonen. Em Amsterdã, o Ajax aplicou uma impiedosa goleada por 4 a 0, balançando as redes apenas no segundo tempo. Arie Haan anotou dois gols, enquanto Johan Cruyff e Gerrie Mühren completaram o placar. Ainda hoje, esta é considerada uma das melhores atuações do esquadrão iniciado por Rinus Michels e então assumido por Stefan Kovacs. Já no reencontro em Munique, os 2 a 1 dos germânicos, com dois tentos de Gerd Müller, pouco adiantaram. A hegemonia continuou com os holandeses naquele ano, quando a venda de Cruyff ao Barcelona iniciou a derrocada que permitiu a ascensão do Bayern.

Benfica 1×3 Ajax, Champions 1968/69

O ano de 1969 ainda não contava com o ápice do Ajax de Rinus Michels, da mesma forma que os melhores momentos do Benfica (então dirigido por Otto Glória) já tinham passado. Ainda assim, as quartas de final da Champions colocaram frente a frente dois times fortíssimos. Johan Cruyff e Eusébio puderam se enfrentar, em duelos que ainda contaram com Piet Keizer, Wim Suurbier, Velibor Vasovic, Mario Coluna, António Simões, José Torres e outros jogadores referendados. Em Amsterdã, o Benfica provou sua força ao bater os holandeses por 3 a 1. Pois os Godenzonen conseguiram dar o troco no Estádio da Luz, vencendo também por 3 a 1, com dois gols de Cruyff. Conforme o regulamento da época, seria necessário disputar um jogo-desempate em campo neutro. A partida aconteceu no Estádio Olímpico de Colombes, em Paris. E ainda que o 0 a 0 tenha prevalecido durante os 90 minutos, o Ajax resolveu na prorrogação. Venceu por 3 a 0, com mais um de Cruyff e dois do sueco Inge Danielsson, que já tinha balançado as redes nos dois compromissos anteriores. Os holandeses alcançaram a final, a qual perderam para o Milan.

AEK Atenas 1×2 Ajax, Champions 1994/95

O AEK Atenas vivia anos dourados no início da década de 1990, quando conquistou o tricampeonato grego. Ainda assim, o bom momento dos aurinegros não era páreo ao Ajax de Louis van Gaal, cheio de talentos imberbes e decisivos. Na trajetória da reconquista continental, os Godenzonen bateram os atenienses duas vezes. No Estádio Olímpico, Patrick Kluivert e Jari Litmanen anotaram os gols no triunfo por 2 a 1. E em Amsterdã, o herói acabou sendo o pouco lembrado Tarik Oulida, autor de ambos os tentos dos holandeses, fechando a classificação dos futuros campeões na fase de grupos. O AEK acabou eliminado na lanterna da chave.

Roma 1×2 Real Madrid, Champions 2001/02

A Champions League 2001/02 começou com um jogo grande logo em sua primeira rodada. O Real Madrid visitava a Roma, que chegava com moral ao torneio continental após reconquistar a Serie A. A empolgação da torcida no Estádio Olímpico, porém, não resultou em uma boa atuação dos anfitriões. Os merengues saíram com a vitória por 2 a 1. Os gols ocorreram no segundo tempo. Luis Figo anotou uma pintura cobrando falta e ainda deu um cruzamento perfeito para Guti ampliar. Francesco Totti descontou cobrando pênalti, mas a reação dos giallorossi parou aí. O reencontro em Madri terminou com empate por 1 a 1. Totti mais uma vez deixou sua marca, enquanto Figo igualou cobrando pênalti. Os dois times avançaram à fase seguinte, em competição que terminou com o nono título continental dos madridistas.

CSKA Moscou 1×2 Roma, Recopa Europeia 1991/92

Os clubes italianos dominavam as competições europeias na virada dos anos 1980 para os 1990. Assim, a Roma encarou com favoritismo o CSKA Moscou nos 16-avos de final da Recopa, em um momento no qual a União Soviética se esfacelava e o clube do exército ascendia na hierarquia local. Com alguns jogadores de seleção, os moscovitas deram trabalho, mas não conseguiram superar os romanistas. Os visitantes venceram por 2 a 1 em Moscou, com Ruggiero Rizzitelli anotando o tento decisivo. Desta maneira, o triunfo do CSKA por 1 a 0 no Estádio Olímpico se tornou inútil. Com Rudi Völler, Thomas Hassler e Giuseppe Giannini entre suas estrelas, a Roma parou nas quartas de final, superada pelo Monaco.

Juventus 2×3 Manchester United, Champions 1998/99

A Juventus disputou três finais consecutivas da Liga dos Campeões na metade final da década de 1990. E o time de Carlo Ancelotti só não chegou à quarta decisão porque o Manchester United impediu os bianconeri nas semifinais de 1998/99. O primeiro duelo parecia deixar a situação favorável à Velha Senhora. Apesar do grande time que possuía, o United sofreu. Em show de Zinedine Zidane, Antonio Conte abriu o placar aos italianos e apenas nos acréscimos do segundo tempo é que Ryan Giggs empataria ao esquadrão de Sir Alex Ferguson. Assim, os ingleses precisariam se superar em Turim, e conseguiram. A situação ficou ainda mais cômoda à Juve quando Filippo Inzaghi balançou as redes duas vezes logo nos primeiros dez minutos. Antes do intervalo, contudo, os Red Devils já tinham empatado, com Roy Keane e Dwight Yorke. Por fim, aos 38 do segundo tempo, a confirmação da classificação veio com Andy Cole, decretando a vitória por 3 a 2. Um épico que acabaria sobreposto pela insanidade ocorrida dias depois, na final contra o Bayern de Munique no Camp Nou.

Valencia 2×1 Manchester United, Copa da Uefa 1982/83

Em um período modesto do Manchester United, a equipe de Ron Atkinson precisava se contentar em disputar a Copa da Uefa ou a Recopa, considerando o jejum de títulos no Campeonato Inglês. Ainda era um bom time, com Ray Wilkins, Bryan Robson e Norman Whiteside, mas abaixo da concorrência no país. E o Valencia intimidava, sobretudo por contar em seu ataque com Mário Kempes, ídolo absoluto no Mestalla. A ida, em Old Trafford, terminou com o placar zerado. Então, na Espanha, os Ches deixaram os Red Devils pelo caminho logo na primeira fase. Os ingleses até saíram em vantagem, com Bryan Robson, mas Roberto Fernández e Daniel Solsona comandaram a virada por 2 a 1. O Valencia seguiu até as quartas de final, quando parou no Anderlecht, que ficaria com a taça naquela temporada.