Antoine Griezmann estava em um ótimo humor na entrevista coletiva da França, finalista da Copa do Mundo. Um dos principais jogadores da França, o atacante respondeu às críticas de Thibaut Courtois, goleiro da Bélgica, que criticou o estilo de jogo francês após derrotarem os belgas por 1 a 0 na semifinal da Copa. Para o goleiro, a França praticou um anti-futebol e não fez por merecer a classificação. “A França marca em um escanteio e não faz nada mais além de defender”, disse o goleiro ao Sporza. “Eu preferia ter perdido para o Brasil nas quartas de final, ao menos foi um time que queria jogar futebol. A França é um time de anti-futebol”, criticou Courtois. Só que Griezmann e Paul Pogba, estrelas da França, só têm uma coisa em mente: ter uma estrela a mais no peito da camisa dos Bleus.

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Antoine Griezmann foi perguntado a respeito, mas respondeu com uma enorme tranquilidade e bom humor. “Thibaut Courtois, ele jogou no Atlético de Madrid, ele foi campeão espanhol. Ele joga no Chelsea, ele acredita que ele joga futebol como o Barcelona?”, respondeu, rindo, o camisa 7 da França. “Eu não me importo como. Eu quero uma segunda estrela nesta camisa e se eu tenho a estrela, eu não me importo que jogo nós fizemos”.

Um dos destaques do time, Griezmann destacou o aspecto coletivo da França na Copa. “Nós pensamos que precisávamos ser um bloco sólido, difícil de ser vencido. Melhorou com o tempo”, declarou o jogador, de 27 anos. “Nós sabemos que podemos ser ofensivos a qualquer momento, mas a defesa continua sendo a nossa base”.

Para o atacante, a experiência do técnico Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998, poderá ser muito útil à França neste ano de 2018. “Ele conhece o caminho. Nós acreditamos nele, confiamos nele”, disse Griezmann. “Ele prepara as partidas muito bem e fez escolhas importantes nesta competição, especialmente com Benjamin Pavard e Lucas Hernández. Suas escolhas estão se pagando e eu espero que continue assim”, analisou o astro francês.

O discurso sobre a estrela no peito está alinhado com o que Paul Pogba também disse à imprensa. “A Croácia não tem estrelas, eles querem uma. Eles foram muito bem e eles querem a vitória, assim como nós”, disse o meio-campista. “Mas eu não tenho uma estrela. Está na camisa, mas eu não a venci. Nós queremos conquista-la, como todos os jogadores. Será uma final de Copa do Mundo, uma grande partida, difícil”.

Quando perguntado sobre o fato da Croácia ter jogado três prorrogações na Copa do Mundo e, por isso, estar mais cansado, Pogba minimizou. “Nós não estamos pensando nisso. A Croácia jogou uma partida muito dura com a Inglaterra. Eles não desistiram. Eles estavam perdendo por 1 a 0 e viraram”, analisou.

“Há dois times e uma taça. Eles jogaram 90 minutos mais que nós, eu não sei se é uma desvantagem para ele ou se eles irão querer mostrar que que eles querem vencer ainda mais. Para mim, não somos favoritos. Nós não esquecemos as dúvidas sobre nós no começo da competição, sobre a nossa habilidade de jogarmos juntos. Nós não fizemos nada ainda”, disse. E mesmo quando perguntado sobre Luka Modric, capitão, camisa 10 e craque croata, Pogba, que joga ali no setor, não indicou uma preocupação específica para ele. “Eu não acho que haverá um plano para Modric. Haverá um para todos”.

Veremos se a França conseguirá uma segunda estrela na camisa, 20 anos depois da primeira, neste domingo, às 12h (horário de Brasília).