A Juventus teve grandes atuações na Serie A durante a atual sequência de títulos. Para quem domina o campeonato há seis temporadas, e busca o inédito heptacampeonato, destruir rivais mais frágeis é até costumeiro. Mas raras vezes se viu uma atuação tão impressionante da Velha Senhora como a deste domingo. Os bianconeri fizeram seus torcedores ficarem sem voz de tanto gritarem gol em Turim, enfiando 7 a 0 sobre o Sassuolo. Gonzalo Higuaín, com uma tripleta no segundo tempo, foi o destaque individual. É a quarta maior vitória do clube na história do Campeonato Italiano, se igualando ao 7 a 0 sobre o Parma em novembro de 2014 – a única vez que os juventinos aplicaram tal diferença pela liga nos últimos 30 anos.

Apesar dos muitos desfalques por lesão, a Juventus tinha o que celebrar, com o retorno de Gianluigi Buffon à Serie A depois de permanecer dois meses parado – retornara no início da semana, inclusive pegando pênalti na Copa da Itália. O goleiro, entretanto, mal sujou o uniforme durante a tarde. Era de se esperar que um dos melhores ataques do campeonato atropelasse uma das piores defesas. Mas não da forma como aconteceu. Pensando no ritmo dos gols, o placar até “demorou” a ser inaugurado, mas ele veio na primeira chance clara dos bianconeri. Após muita disputa dentro da área, na sequência de um escanteio, Alex Sandro ficou com o caminho livre para arrematar.

Uma das virtudes da Juve na partida foi a sua eficiência nas finalizações. E isso ficou claro entre os 24 e os 38 minutos, quando saíram mais três tentos. Sami Khedira apareceu na área para aproveitar cobrança de escanteio, com desvio de Alex Sandro, marcando o segundo e depois se projetou em enfiada de Miralem Pjanic, fazendo o terceiro. Já o mais bonito da noite ficaria a encargo do bósnio, em chute potente de fora da área. Do outro lado, o Sassuolo deu uma mísera finalização no gol. Um lance no mano a mano, que valeu os aplausos à Buffon pela grande defesa. Uma maneira de celebrar o goleiro em seu primeiro jogo em casa como titular desde que completou 40 anos. A notícia ruim ficou para a lesão de Blaise Matuidi, substituído por Claudio Marchisio na primeira etapa.

Já na volta do intervalo, Higuaín roubou o show para si. O centroavante estava insaciável. Depois de um período de seca, o argentino marcou pela terceira partida consecutiva. Abriu sua conta particular aos 18, recebendo de Federico Bernardeschi. Girou sobre a marcação e bateu cruzado. No sexto, méritos para Marchisio, com um lançamento magistral. Higuaín saiu em velocidade, driblou o goleiro e escorou para o gol vazio. Por fim, uma dose de categoria ao ganhar mais um presente de Bernardeschi e arrematar com cavadinha na saída de Andrea Consigli.

A noite inspirada da Juventus serve para colocar pressão sobre o Napoli. A Velha Senhora assume a liderança provisoriamente, com 59 pontos, mas corre grandes riscos de voltar ao segundo lugar – os celestes pegam fora de casa o lanterna Benevento, ficando um ponto à frente se vencerem. Já o Sassuolo, em declínio após os bons papéis que já fez na Serie A, é o 15°, a cinco pontos da zona de rebaixamento.