*Conteúdo produzido pela Calciopédia

O Campeonato Italiano mais aguardado deste milênio está chegando, fortalecido e cheio de novidades. A miríade de reforços de peso trazidos pelas equipes é encabeçada por Cristiano Ronaldo: o craque da Juventus, heptacampeã nacional, entra em campo na abertura da competição, que acontece às 13 horas de sábado, diante do Chievo. O português foi o grande destaque da janela de transferências, que pela primeira vez fecha antes do início do campeonato. As equipes estão autorizadas a contratar jogadores apenas até a noite de amanhã.

Nem tudo são flores, porém. A valorização do campeonato gerou um aumento no preço dos direitos de transmissão do torneio, o que dificultou as negociações para que a Serie A seja exibida no Brasil. A agência multinacional IMG adquiriu os direitos pelo triênio 2018-21 por 371 milhões de euros – quase o dobro do contrato anterior, que a MP & Silva fechou por 190 mi. A IMG pediu 270 milhões de reais para cedê-los, valor considerado muito alto pelas emissoras brasileiras, que não fecharam acordo.

Existem três formas de assistir ao campeonato. A transmissão oficial é feita por streaming, através do Serie A Pass: para usuários do sistema operacional iOS, o serviço custa R$ 29,90 por mês ou R$ 189,90 anuais; para usuários de Android, o valor é de  R$ 36,99 e R$ 219,99. A plataforma estará disponível a partir do início deste sábado (18). Também é possível ver jogos da Serie A no canal Rai International e no Bet365 – confira todos os detalhes aqui.

Até o fechamento do nosso guia, 35 brasileiros estão inscritos para disputar esta edição do Campeonato Italiano – desconsiderando Thiago Cionek, naturalizado polonês. Os jogadores do nosso país estão distribuídos em 16 equipes: somente o Chievo e os recém-promovidos Empoli, Frosinone e Parma não tem brasileiros em seus elencos. A equipe com mais representantes tupiniquins é a Lazio, com cinco: Wallace, Luiz Felipe, Maurício, Lucas Leiva e André Anderson, embora Maurício e André não devam ser aproveitados pelo time principal.

Para acompanhar a Serie A 2018-19 de forma ainda mais aprofundada, assine um dos planos da Calciopédia Pro. O nosso serviço de boletins conta com prévias, estatísticas, informações detalhadas e análises exclusivas para assinantes, que têm direito a um período de testes por sete dias. Saiba mais sobre as condições de assinatura e os conteúdos dos pacotes.

Atalanta

Cidade: Bérgamo (Lombardia)
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (21.300 lugares)
Fundação: 1907
Apelidos: Nerazzurri, La Dea, Orobici
Principais rivais: Brescia, Inter e Milan
Participações na Serie A: 58
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 4ª colocação)
Na última temporada: 7ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Rafael Tolói
Técnico: Gian Piero Gasperini (3ª temporada)
Destaque: Alejandro Gómez
Fique de olho: Christian Capone
Principais chegadas: Duván Zapata (a, Sampdoria), Mario Pasalic (m, Spartak Moscou) e Matteo Pessina (mat, Spezia)
Principais saídas: Mattia Caldara (z, Milan), Leonardo Spinazzola (le, Juventus) e Bryan Cristante (m, Roma)
Time-base (3-4-3): Berisha; Rafael Tolói, Mancini, Masiello; Hateboer, De Roon, Freuler, Gosens; Ilicic, Zapata, Gómez.

Sensação das duas últimas temporadas, a Atalanta de Gasperini não pode mais ser considerada surpresa há algum tempo. Muito bem treinada, a equipe bergamasca almeja um fato inédito em sua história: se classificar por três anos consecutivas às principais competições europeias. Assim como nas campanhas anteriores, os nerazzurri não começam a Serie A no grupo dos maiores favoritos às vagas continentais, mas continuam fortes o suficiente para incomodar o pelotão dos grandes – ainda que Gasperini tenha se declarado insatisfeito com o mercado.

O atual elenco orobico é muito diferente daquele que protagonizou a campanha do quarto lugar de 2016-17 – somente sete peças permanecem. Entre as saídas dessa janela, as de Caldara e Spinazzola eram certas, já que ambos estavam emprestados. A direção da Atalanta optou por substitui-los por peças que já estavam no elenco, sendo preparadas para assumir a titularidade. Também a custo zero, a equipe repatriou jovens da base e outros jogadores que estavam emprestados, como o zagueiro Djimsiti e os meias Valzania, Pessina e Capone.

Isto não significa que a Atalanta não tenha gastado. Considerando todas as variáveis, o clube fez a contratação mais cara de sua história: aplicou 28 milhões de euros para ter Zapata. O colombiano vem de duas ótimas temporadas por Udinese e Sampdoria e tem tudo para garantir uma boa cota de gols em Bérgamo, como aríete de Gasperini. A vocação ofensiva desta Atalanta, personificada por jogadores como Ilicic, Gómez, Barrow e o próprio Duván, já foi inclusive demonstrada em 2018-19: em quatro jogos da fase preliminar da Liga Europa a equipe marcou 14 vezes.

Bologna

Cidade: Bolonha (Emília-Romanha)
Estádio: Renato Dall’Ara (36.462 lugares)
Fundação: 1909
Apelidos: Rossoblù, Felsinei, Petroniani, Veltri
Principais rivais: Cesena e Fiorentina
Participações na Serie A: 72
Títulos: sete
Na última temporada: 15ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Angelo da Costa e Caio Vinícius
Técnico: Filippo Inzaghi (1ª temporada)
Destaque: Mattia Destro
Fique de olho: Arturo Calabresi
Principais chegadas: Lukasz Skorupski (g, Roma), Federico Santander (a, Kobenhavn) e Diego Falcinelli (a, Fiorentina), Danilo (z, Udinese)
Principais saídas: Simone Verdi (a, Napoli), Antonio Mirante (g, Roma) e Adam Masina (le, Watford)
Time-base (3-5-2): Skorupski; Helander, González, De Maio; Mattiello, Poli, Pulgar, Dzemaili, Dijks; Destro, Santander (Falcinelli).

Novos tempos para o Bologna. A equipe se despediu do técnico Donadoni, que ficou três anos no cargo, e também negociou alguns atletas que estavam muito inseridos no ambiente, como o goleiro Mirante (seu capitão), os laterais Krafth, Torosidis e Masina e os atacantes Di Francesco e Verdi. Para conduzir o novo ciclo, a diretoria aposta em Pippo Inzaghi, que volta à Serie A três anos depois de sua experiência como técnico do Milan.

Nos dois últimos anos, Inzaghi realizou um trabalho muito bom no tradicional Venezia, com direito a título da terceira divisão e da copa dos clubes da Lega Pro, além de briga pelo acesso à elite. Nos Leões Alados, se destacou principalmente por montar um bom sistema defensivo e pelo alto número de empates. Se repetir o mesmo no Bologna, não fará um trabalho tão diferente do de Donadoni, que montou um Bologna caracterizado por marcar poucos gols e fazer campanhas medianas. Será, no entanto, o suficiente para garantir a equipe na elite e sua permanência no comando.

Os pressupostos para que o time vá bem na defesa estão bem definidos, sobretudo por causa da contratação do ótimo goleiro Skorupski e da manutenção de Pulgar. Por outro lado, o time felsineo terá menos talento na criação, já que não contará mais com Masina, Di Francesco e Verdi – o último deles ainda descomplicava partidas com jogadas de bola parada. Se Dzemaili e os alas conseguirem fazer a bola chegar, ao ataque, a promessa é de que o time tenha melhor aproveitamento nas finalizações. Isso porque, além de Destro e Palacio, o time contará com os centroavantes Falcinelli e Santander, muito hábeis na disputa corpo a corpo com os defensores adversários.

Cagliari

Cidade: Cagliari (Sardenha)
Estádio: Sardegna Arena (16.233 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Rossoblù, Casteddu, Isolani
Principais rivais: Sassari Torres
Participações na Serie A: 39
Títulos: um
Na última temporada: 16ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Rafael, João Pedro e Diego Farias
Técnico: Rolando Maran (1ª temporada)
Destaque: Nicolò Barella
Fique de olho: Fabrizio Caligara
Principais chegadas: Darijo Srna (ld, Shakhtar Donetsk), Filip Bradaric (v, Rijeka) e Alberto Cerri (a, Perugia)
Principais saídas: Leandro Castán (z, Vasco), Senna Miangue (le, Standard Liège) e Andrea Cossu (m, encerrou carreira)
Time-base (4-1-3-2): Cragno; Srna, Romagna, Ceppitelli, Lykogiannis; Bradaric; Ionita, Barella, Castro; Pavoletti, Diego Farias.

O Cagliari adicionou tempero croata à sua receita: além de Bradaric, vice-campeão mundial, e do veteraníssimo Srna, o ala Pajac retorna de empréstimo para compor elenco. Os dois primeiros são as maiores apostas do presidente Giulini para evitar que o time da Sardenha passe os mesmos sustos de 2017-18, temporada em que só evitou o rebaixamento no apagar das luzes.

A escolha pelo técnico Maran segue a mesma linha de pensamento. O trentino costuma montar bons sistemas defensivos e já levou o Catania ao recorde de pontos na elite e o Chievo a três salvações sem sustos – numa delas, em 2016, o time ficou com o nono lugar no campeonato. O treinador contará com a evolução dos jovens Cragno e Romagna, que tiveram seus primeiros anos como titulares na Serie A e conseguiram destaque mesmo com toda a desconexão da equipe. A dupla será ainda mais importante em 2018-19.

Bradaric atuará como cão de guarda, mais recuado num meio-campo de três meias centrais. A manutenção de Barella, o mais dinâmico e técnico deles, é um bálsamo para o Cagliari. A permanência do jovem formado na base dos casteddu foi surpreendente: o interesse dos gigantes italianos acabou não se concretizando em propostas. Com isso, Barella continuará sendo o principal elo entre o setor e o ataque, que dependeu demais de Pavoletti na temporada anterior. Autor de 15 gols na última segundona, Cerri é um bom reforço, mas a torcida também espera que Sau e Farias voltem a mostrar bom futebol.

Chievo

Cidade: Verona (Vêneto)
Estádio: Marcantonio Bentegodi (39.211 lugares)
Fundação: 1929
Apelidos: Gialloblù, Ceo, Burros Alados, Clivensi
Principal rival: Verona
Participações na Serie A: 17
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 4ª colocação)
Na última temporada: 13ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Lorenzo D’Anna (2ª temporada)
Destaque: Valter Birsa
Fique de olho: Adrian Semper
Principais chegadas: Luca Rossettini (z, Genoa), Joel Obi (m, Torino) e Filip Djordjevic (a, Lazio)
Principais saídas: Dario Dainelli (z, Livorno), Lucas Castro (m, Cagliari) e Roberto Inglese (a, Parma)
Time-base (4-3-3): Sorrentino; Jaroszynski, Tomovic, Bani (Rossettini), Cacciatore; Obi, Radovanovic, Hetemaj; Birsa, Stepinski, Giaccherini.

Nos últimos anos o Chievo foi sinônimo de estabilidade, mas 2018-19 já conta uma história bem diferente para os Burros Alados. O clube estava sendo investigado por falsificar seu balanço contábil e, por isso, correu o risco de ser rebaixado pela justiça desportiva. A participação na Serie A foi garantida às vésperas do sorteio do calendário do torneio, mas o processo ainda corre e o clube pode sofrer outras sanções, como a perda de pontos. O suspense continua.

Para um clube tão ameaçado, o Chievo não fez grande investimento no mercado – nem em quantidade nem em valor. O time negociou cinco atletas que frequentaram bastante o onze inicial, incluindo o artilheiro Inglese. Seu substituto é Stepinski, que já estava no elenco e apareceu bem na última Serie A, mas o time carece de opções no setor. Djordjevic é uma incógnita porque nem foi inscrito pela Lazio no campeonato passado e só atuou em 18 partidas em 2016-17. Além disso, o capitão Pellissier já tem 39 anos e Pucciarelli e Meggiorini não são grandes goleadores.

Os clivensi dependerão muito das assistências e, sobretudo, dos gols de Birsa e Giaccherini, jogadores versáteis que costumam marcar gols de fora da área. Cacciatore e Jaroszynski, muito agudos no apoio, também serão uma arma importante para um time que costuma passar longe de ser criativo. Os amistosos de pré-temporada não foram muito promissores e mostraram que o inexperiente técnico D’Anna terá muito trabalho. Bandeira do clube como jogador, o ex-zagueiro comandou o time nas três vitórias nas rodadas finais do último campeonato e, por garantir a permanência na elite, foi confirmado no comando para 2018-19. O desafio será maior dessa vez.

Empoli

Cidade: Empoli (Toscana)
Estádio: Carlo Castellani (16.800 lugares)
Fundação: 1920
Apelido: Azzurri
Principais rivais: Fiorentina, Pisa, Siena, Pistoiese e Lucchese
Participações na Serie A: 13
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 7ª colocação)
Na última temporada: campeão da Serie B (promovido)
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Aurelio Andreazzoli (2ª temporada)
Destaque: Francesco Caputo
Fique de olho: Samuel Mráz
Principais chegadas: Matías Silvestre (z, Sampdoria), Leonardo Capezzi (m, Sampdoria) e Antonino La Gumina (a, Palermo)
Principais saídas: Sebastiano Luperto (z, Napoli), Nikola Ninkovic (mat, Genoa) e Alfredo Donnarumma (a, Brescia)
Time-base (4-3-1-2): Provedel; Di Lorenzo, Veseli (Silvestre), Maietta, Pasqual (Antonelli); Bennacer, Capezzi, Krunic; Zajc; La Gumina, Caputo.

Candidato a surpresa da temporada, o Empoli vem de uma segunda parte de Serie B irrepreensível. A diretoria decidiu demitir o técnico Vincenzo Vivarini na 20ª rodada e apostou em Andreazzoli, ex-auxiliar da Roma e interino da Loba em 2013. Em 22 jogos, o treinador fez a equipe disparar e, invicta desde sua chegada, conquistar o bicampeonato da segundona. O ataque já era a força do time, mas o comandante aperfeiçoou o setor e o Empoli quase bateu o recorde de gols da competição: os azzurri fizeram 88, dois a menos que o Pescara de Zeman, em 2011-12.

O Empoli teve os dois principais artilheiros da segundona: Francesco Caputo, com 26 gols, e Alfredo Donnarumma, que foi às redes em 23 ocasiões. O segundo deles deixou o elenco, mas a equipe foi ao mercado e contratou dois jovens promissores para seu lugar: La Gumina, provável titular, e o eslovaco Mráz, sub-21 do país do Leste Europeu. Juventude, aliás, é palavra de ordem na Toscana. O elenco era o mais jovem da última Serie B e ganhou mais reforços sub-23: além dos já citados, os defensores Marcjanik e Rasmussen, que se unem a Untersee, Bennacer, Zajc e Krunic. Todos eles contam com passagens em seleções de base e os três últimos já foram além, com convocações para os times principais de seus países.

Para equilibrar, o Empoli conta com alguns jogadores muito experientes. Alguns, como o interminável volante Brighi, são apenas opções de banco. Outros, como o capitão Pasqual e os defensores Silvestre, Maietta e Antonelli, devem ter presença constante no onze inicial azzurro. O artilheiro Caputo também está no time dos veteranos, mas tem uma peculiaridade: só marcou um gol na primeira divisão. O camisa 11 sempre foi goleador na Serie B, mas só aos 31 anos terá chance real de se mostrar na elite.

Fiorentina

Cidade: Florença (Toscana)
Estádio: Artemio Franchi (43.147 lugares)
Fundação: 1926
Apelidos: Viola, Gigliati
Principais rivais: Juventus, Roma e Bologna
Participações na Serie A: 82
Títulos: dois
Na última temporada: 8ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Vitor Hugo e Gerson
Técnico: Stefano Pioli (2ª temporada)
Destaque: Federico Chiesa
Fique de olho: Dávid Hancko
Principais chegadas: Alban Lafont (g, Toulouse), Gerson (m, Roma) e Marko Pjaca (a, Schalke 04)
Principais saídas: Marco Sportiello (g, Frosinone), Milan Badelj (m, Lazio) e Diego Falcinelli (a, Bologna)
Time-base (4-3-3): Lafont; Milenkovic, Pezzella, Vitor Hugo, Biraghi; Benassi, Dabo, Veretout; Chiesa, Simeone, Pjaca.

Uma Fiorentina projetada para o futuro, mas que pode colher frutos no presente. Com a média de idade mais baixa do campeonato (23,45 anos), a “baby viola” promete futebol insinuante para competir por uma vaga nas competições europeias. Oitava colocada na Serie A 2017-18, a equipe treinada por Pioli já mostrou atributos positivos na última temporada e ainda tem uma alta margem de evolução de seu potencial.

O elenco é quase o mesmo da última temporada: entre os titulares, saíram apenas o goleiro Sportiello e o capitão Badelj. A diretoria conseguiu segurar Chiesa e Simeone, que muito interessavam a outros times europeus, e reforçou o elenco com juventude. Entre todos os contratados pela Fiorentina, só o belga Mirallas tem mais de 25 anos.

Uma das chegadas mais interessantes é a do goleiro Lafont, que se tornou titular do Toulouse antes mesmo de completar 17 anos. O goleiro nascido em Burkina Faso tem apenas 19 anos e já é candidato a ser uma das sensações da temporada italiana. Mais à frente, o forte meio-campo violeta perdeu o capitão Badelj, mas Benassi e Veretout já estão entrosados com Dabo e Saponara, que brigam por uma posição no setor. O que chama mais atenção, no entanto, é o tridente ofensivo, que deve dar muitas alegrias à torcida. Chiesa, Simeone e Pjaca oferecem um misto de dinamismo e alto rendimento, ao passo que Eysseric, Théréau, Gerson e Mirallas também são opções interessantes.

Frosinone

Cidade: Frosinone (Lácio)
Estádio: Benito Stirpe (16.227 lugares)
Fundação: 1912
Apelidos: Canarini, Ciociari, Leoni gialloblù
Principal rival: Latina
Participações na Serie A: 2
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 19ª colocação)
Na última temporada: 3º na Serie B; promovido através dos play-offs
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Moreno Longo (2ª temporada)
Destaque: Camillo Ciano
Fique de olho: ninguém
Principais chegadas: Marco Sportiello (g, Fiorentina), Cristian Molinaro (le, Torino) e Emil Hallfredsson (m, Udinese)
Principais saídas: Roberto Crivello (le, Spezia), Moussa Koné (m, Erzurumspor) e Alessandro Frara (m, encerrou carreira)
Time-base (3-5-2): Sportiello; Goldaniga, Terranova (Salamon), Kranjc; M. Ciofani; Chibsah, Hallfredsson, Crisetig, Molinaro; Ciano, Perica.

Em sua segunda participação na Serie A, o Frosinone apresenta sua segunda arena. No ano passado os canarini aposentaram o antigo Matusa e começaram a usar o Benito Stirpe, estádio mais novo da Itália, com todos os lugares cobertos: com os dividendos oriundos da passagem pela primeira divisão, inauguraram seu estádio próprio no ano passado, depois de terem recomeçado um projeto abandonado há três décadas. As belezas da equipe lacial, porém, devem ficar restritas à praça esportiva.

O elenco do Frosinone tem nove remanescentes da campanha de estreia na elite, em 2016-17. Essa turma quase devolveu os ciociari à primeira divisão na temporada seguinte e persistiu, até realizar o sonho da torcida na última segundona. O time do técnico Longo não tem enormes destaques individuais nem atingiu números tão chamativos na Serie B, mas se caracteriza por lutar bastante e vender caro as derrotas. Esse deve ser o principal atributo dos leoni, que precisarão mesmo suar para escapar do descenso.

O destaque do time é o atacante Ciano, que terá sua primeira oportunidade na elite após quatro anos de boas atuações na Serie B – ele foi um dos artilheiros da equipe ao lado de Daniel Ciofani, bandeira gialloblù. A dupla terá a companhia de alguns bons reforços, como o ótimo goleiro Sportiello (que brigará por posição com Bardi) e os veteranos Molinaro e Hallfredsson, mas o elenco continua bastante modesto: outros contratados, como Salamon, Crisetig e Perica não fazem Frosinone dar um salto de qualidade necessário para abordar o campeonato com maior tranquilidade.

Genoa

Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 lugares)
Fundação: 1893
Apelidos: Grifone, Grifo, Rossoblù, Vecchio Balordo
Principal rival: Sampdoria
Participações na Serie A: 52
Títulos: nove
Na última temporada: 12ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Rômulo e Sandro
Técnico: Davide Ballardini (2ª temporada)
Destaque: Domenico Criscito
Fique de olho: Lorenzo Callegari
Principais chegadas: Domenico Criscito (le, Zenit), Sandro (v, Benevento) e Krzysztof Piatek (a, Cracóvia)
Principais saídas: Mattia Perin (g, Juventus), Armando Izzo (z, Torino) e Diego Laxalt (le, Milan)
Time-base (4-3-1-2): Marchetti; Rômulo, Lisandro López, Zukanovic, Criscito; Daniel Bessa, Sandro, Hiljemark; Pandev; Lapadula, Piatek.

Em 2017-18, o Genoa de Ballardini se destacou por ter um ataque bastante improdutivo, mas também por uma defesa fortíssima, que levou a equipe a uma posição confortável na classificação. O treinador costuma ter um prazo de validade curto, mas foi mantido no comando e recebeu reforços para corrigir os problemas ofensivos e aperfeiçoar seu ferrolho.

No ataque, Lapadula e Pandev ganham a companhia de Piatek, jovem de 22 anos que foi artilheiro do último Campeonato Polonês. Pré-convocado para a Copa do Mundo, ele é um centroavante moderno, que sabe jogar fora da área e já impressionou: fez uma penca de gols nos amistosos de pré-temporada e fez os quatro da vitória rossoblù sobre o Lecce na terceira fase da Coppa Italia. Os grifoni ainda terão opções interessantes para a criação, como Hiljemark, Kouamé, Iuri Medeiros e o dinâmico Rômulo. Laxalt, que vem em excelente momento, será uma perda sentida.

O bom sistema defensivo ganhou várias alternativas a Zukanovic e Spolli. Com isso, as saídas de Burdisso e Izzo não devem influenciar no andamento da campanha. Afinal, Criscito e Lisandro López são rodados e têm qualidade – sem falar que Sandro será um leão de chácara à frente da linha de zaga. A incógnita está na meta: o capitão Perin foi fundamental nos cinco anos em que foi titular e seus substitutos são apostas da diretoria. O veterano Marchetti, ex-goleiro da seleção italiana, larga com a vaga no onze inicial, mas vive às voltas com problemas físicos e não atua no campeonato há um ano e meio. Já o romeno Radu tem potencial, mas disputou apenas uma Serie B pelo Avellino.

Inter

Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: Giuseppe Meazza (80.018 lugares)
Fundação: 1908
Apelidos: Nerazzurri, Beneamata, Biscione
Principais rivais: Milan e Juventus
Participações na Serie A: 87
Títulos: 18
Na última temporada: 4ª posição
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: Miranda e Dalbert
Técnico: Luciano Spalletti (2ª temporada)
Destaque: Mauro Icardi
Fique de olho: Xian Emmers
Principais chegadas: Sime Vrsaljko (ld, Atlético de Madrid), Radja Nainggolan (m, Roma) e Lautaro Martínez (a, Racing)
Principais saídas: João Cancelo (ld, Juventus), Rafinha (m, Barcelona) e Éder (a, Jiangsu Suning)
Time-base (4-2-3-1): Handanovic; Vrsaljko, Skriniar, De Vrij (Miranda), Asamoah; Brozovic, Gagliardini; Politano (Keita), Nainggolan, Perisic; Icardi.

Com o retorno para a Liga dos Campeões, a Inter em formato gigante voltou. Os nerazzurri fizeram um mercado robusto, reforçaram todos os setores carentes e formaram um elenco extremamente sólido, capaz de competir nas três frentes em que o clube está na temporada. Não é exagero dizer que, no papel, a Beneamata é a principal antagonista da Juventus em 2018-19. O objetivo mínimo, no entanto, é garantir mais uma vez a classificação para o principal torneio continental.

Somente as saídas de Cancelo e Rafinha foram realmente significativas, mas dá para dizer que o time se fortalece com as contratações de Vrsaljko e Nainggolan, que preenchem as lacunas deixadas pelos que se despediram. A equipe ainda quer colocar uma cereja no topo do bolo e flerta com Modric até as últimas horas da janela de transferências. Sem o croata, a equipe já é forte; com o Bola de Ouro da Copa do Mundo, fica fortíssima.

Spalletti ganhou peças versáteis (Asamoah, Vrsaljko, Nainggolan, Politano, Keita) e a possibilidade de experimentar diferentes sistemas numa mesma partida – até mesmo uma linha defensiva com Skriniar, Miranda e De Vrij não está descartada. Para o alívio da torcida, Candreva perdeu espaço e a Inter conseguiu segurar Perisic e Icardi, suas maiores estrelas. Um terceiro astro também começou a brilhar: Martínez fez ótima pré-temporada e deve ser o 12º jogador do elenco em 2018-19.

Juventus

Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Allianz Stadium (41.507 lugares)
Fundação: 1897
Apelidos: Bianconeri, Zebras e Velha Senhora
Principais rivais: Torino e Inter
Participações na Serie A: 86
Títulos: 34
Na última temporada: campeã
Objetivo: título
Brasileiros no elenco: Alex Sandro e Douglas Costa
Técnico: Massimiliano Allegri (5ª temporada)
Destaque: Cristiano Ronaldo
Fique de olho: Christian Makoun
Principais chegadas: Cristiano Ronaldo (a, Real Madrid), Leonardo Bonucci (z, Milan) e João Cancelo (ld, Inter)
Principais saídas: Gianluigi Buffon (g, Paris Saint-Germain), Stephan Lichtsteiner (ld, Arsenal) e Gonzalo Higuaín (a, Milan)
Time-base (4-3-2-1): Szczesny; João Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Emre Can, Pjanic, Matuidi; Douglas Costa, Dybala; Ronaldo.

Ronaldo. Somente este nome próprio já serviria para mostrar o tamanho do favoritismo da Juventus e o que a Velha Senhora almeja para os próximos anos. O presidente Agnelli apostou alto e fez a maior contratação da história do clube: com o melhor do mundo em Turim, quer colocar a equipe no topo da Europa e do planeta. Ganhar apenas em casa já não é mais satisfatório para as ambições dos bianconeri.

Allegri já tinha em suas mãos o elenco mais qualificado da Itália e, embora os outros times tenham se reforçado, a Juve também melhorou no papel. Perdeu experiência com as saídas de Lichtsteiner e Asamoah, mas ganhou vocação ofensiva e juventude com Cancelo e Spinazzola – que mantêm as características de versatilidade no setor. Comparar o quão superiores são Can e Cristiano a Sturaro e Higuaín chega a ser covardia.

Se CR7 é uma das maiores garantias do futebol mundial, há duas (pequenas) incógnitas nesta Juve. A saída de Buffon, por tudo o que Gigi representa, é um baque – e pode se fazer sentir nos momentos mais difíceis. Szczesny e Perin têm qualidade para ocuparem a posição e não devem trazer problemas a Allegri neste particular, mas o que estará em jogo é a personalidade de cada um deles. O mesmo vale para Bonucci, que teve um ano abaixo da crítica no Milan e precisará reconquistar a torcida. Mas, vamos combinar: quase todos os times do mundo gostariam de ter estes “problemas”. Sem dúvidas, a Juve ainda é o esquadrão a ser batido.