Em 16 anos de seleção, Henrik Larsson escreveu uma bonita história pela Suécia. Disputou três Copas do Mundo e três Eurocopas, do garoto de dreadlocks em 1994 ao veterano idolatrado em 2006. Hoje técnico, o ex-atacante deu uma opinião que pode ser considerada definitiva sobre a ausência de Zlatan Ibrahimovic na Copa. Afirmou que, em forma, o craque seria muito bem-vindo na convocação. Mas, na atual condição física, sua ausência se torna natural, assim como o time se beneficia, mais imprevisível na construção de seus ataques.

“Se Zlatan estivesse em forma, como antes da lesão, acho que qualquer técnico do mundo o traria. Mas não é o caso. Não há ponto de discussão aqui. É sobre os jogadores que vieram à Copa. Ibrahimovic é o melhor jogador que já tivemos jogando pela seleção, então não é estranho que estas questões sobre chamá-lo de volta venham à tona. Mas eu acho que agora é bom ao grupo poder focar no time. Vocês da imprensa continuam falando nele, mesmo sem estar aqui”, declarou Larsson.

“O time será diferente, no sentido em que todo mundo precisa se mover. O adversário sabia no passado que, quando tínhamos a bola e íamos ao ataque, acionávamos Zlatan. Agora eles não têm certeza. A bola vai chegar no pé de Toivonen ou Berg, que são os atacantes, ou os jogadores de trás vão avançar?”, complementou.

O veterano também analisou a forma de Victor Lindelöf, com dificuldades de adaptação no Manchester United, mas importante à defesa da seleção: “Não diria que Victor está sofrendo. Obviamente, há alguns jogos em que ele não esteve em seu melhor, mas não tem jogado tanto. Vocês precisam dar ao garoto um pouco mais de tempo. Ele é um bom zagueiro central. A forma como ele lê o jogo, como ele passa a bola e a velocidade que tem. Então, é apenas uma questão de se acostumar com a fisicalidade que você enfrenta na Premier League. Ele é um jogador inteligente, vai se adaptar. Ele não tem jogado sempre e você precisa de autoconfiança”.

Por fim, a expectativa de Larsson é a de que a Suécia brigue com o México pela classificação: “Eu espero que agora existam poucas equipes que subestimem a Suécia. O jogo contra a Coreia do Sul não será fácil e é importante que não percam, porque depois temos um compromisso duro contra a Alemanha. Então, acho que a vaga será decidida contra o México”.