A última vez que o Liverpool disputou uma partida de mata-mata da Champions League foi nove anos atrás. Em Stamford Bridge, empatou por 4 a 4 com o Chelsea e foi eliminado nas quartas de final. Disputou, desde então, apenas duas edições da principal competição europeia e parou na fase de grupos. O retorno, nesta quarta-feira, foi em grande estilo. No estádio do Dragão, o pentacampeão europeu aplicou 5 a 0 no Porto e encaminhou a passagem à próxima fase.

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Em um dia bom, o ataque do Liverpool machuca qualquer time, mas não é o caso do Porto. Esta foi a primeira derrota do líder do Campeonato Português desde outubro, quando perdeu para o RB Leipzig, na fase de grupos da Champions League. Eram 24 jogos de invencibilidade. O que pesou a favor dos ingleses foi também uma atuação defensiva próxima do impecável, o que é raro para esta equipe de Jürgen Klopp.

O Porto teve poucas oportunidades durante a partida. A primeira delas, aos 10 minutos, com Otávio, que levou para a perna direita e bateu com perigo, mas Lovren se jogou na hora certa para desviar ao escanteio. No fim do primeiro tempo veio a melhor dos donos da casa: uma rara troca de passes mais longa encontrou Tiquinho Soares na entrada da área. O arremate passou perto da trave de Karius.

Com exceção do começo da partida, mais equilibrado, o restante foi um recital do trio de ataque do Liverpool, com menção honrosa a James Milner e à solidez da defesa. O pontapé inicial veio em uma falha dupla do goleiro do Porto, José Sá. Primeiro, ele repôs mal a bola, recuperada pelo Liverpool no meio-campo. Wijnaldum fez jogada individual e Mané pegou a sobra, após bate e rebate. O chute do senegalês foi fraco e quase no meio do gol, mas passou por baixo de Sá.

O segundo gol inglês foi uma pintura de Mohamed Salah, cada vez mais letal na temporada. Milner mandou um belo chute colocado do bico da grande área e acertou a trave. O egípcio, artilheiro dos Reds, pegou o rebote, tirou o goleiro sem deixar a bola cair no chão, arrumou de cabeça e mandou para as redes vazias.

No começo do segundo tempo, o Porto foi pego no contrapé, tentando pressionar para diminuir o prejuízo. Foi um contra-ataque lindo do Liverpool. Firmino começou, no meio-campo, com um toque de calcanhar, e finalizou ao receber o passe de Salah na entrada da área. Sá fez a defesa, mas deixou o rebote, que Mané completou para o gol vazio. O senegalês começou a partida errando muito, mas já colocava dois gols na sua conta.

E iniciaria a jogada do quarto gol. Uma coisa que funcionou muito bem nesta partida foi a pressão do Liverpool à saída de bola do Porto. Mané roubou no meio-campo, se livrou da tentativa de falta de Corona e abriu com Milner, que cruzou para Firmino deixar a sua marca e, com sete gols, igualar Steven Gerrard como o jogador que mais vezes marcou em uma única edição da Champions League com a camisa do Liverpool.

Mané fechou o caixão até com certa facilidade. Tabelou bonito com Ings e mandou a bomba de fora da área. Com 5 a 0, fora de casa, o Liverpool apresentou um lembrete de por que é um dos maiores clubes da competição e praticamente se colocou nas quartas de final.