O muro isolou Berlim Ocidental, mas não rompeu a devoção da torcida do Hertha

Capital do país mais rico da Europa, Berlim é a quinta cidade mais populosa do continente. Uma das maiores metrópoles do mundo, que possui um desempenho tímido no futebol. Em 50 anos de Bundesliga, somente quatro clubes berlinenses disputaram a primeira divisão. Quantidade baixa, que diz muito mais sobre a história da parte ocidental da cidade, dividida por um enorme muro durante 28 anos. E que possui o Hertha Berlim como o seu grande representante, pela forma como o time também foi marcado pela barreira de pedra.

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O muro isolou Berlim Ocidental do resto da Alemanha Oriental, assim como o Hertha de sua torcida e de parte de seus jogadores. Na ilha capitalista do regime comunista, os alviazuis enfrentaram grandes dificuldades econômicas. Mesmo assim, sempre conseguiram encher os estádios e até mesmo o entorno deles, do outro lado do muro, onde seus fiéis seguidores ainda permaneciam. Um passado tortuoso que explica porque, mesmo sem conquistar tantos títulos, o Hertha conta com uma das torcidas mais fanáticas da Alemanha – do oeste e do leste.

A história do Hertha antes da divisão da Alemanha

Fundado em 1892, o Hertha surgiu a partir da ideia de quatro jovens da capital, em um bairro operário. E o sucesso do pequeno clube em seus primeiros jogos acabou atraindo cada vez mais jogadores. Os alviazuis ajudaram a fundar a federação berlinense e conquistaram o seu primeiro torneio municipal em 1906. No entanto, o grande salto de popularidade aconteceu em 1910, quando o Hertha derrotou o Southend United e se tornou o primeiro clube da Europa continental a bater um adversário profissional da Inglaterra. A chave para que a equipe passasse a atrair mais sócios e milhares de torcedores ao estádio.

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A partir da década de 1910, o Hertha se estabeleceu como um dos principais clubes de Berlim. Os problemas financeiros que a sociedade atravessou foram solucionados a partir da fusão com o Berliner SC e o clube ganhou em 1924 o Estádio am Gesundbrunnen, sua casa pelos próximos 50 anos. Então, os alviazuis se transformaram em uma verdadeira potência nacional, conquistando oito títulos berlinenses e dois alemães, além de quatro vices. Tanta relevância que fez o clube ser apossado pelo Terceiro Reich, com um membro do partido nazista nomeado como presidente. O time seguiu como força na capital, mas sofreu severamente com a Segunda Guerra Mundial. Seu estádio foi destroçado e envolto por minas terrestres.

O time do Hertha, bicampeão alemão em 1930/31

O time do Hertha, bicampeão alemão em 1930/31

Com a vitória dos aliados na guerra, Berlim Ocidental se tornou uma ilha dentro do leste da Alemanha, administrada por americanos, britânicos e franceses. E as organizações com ligações nazistas foram desmanteladas, entre elas o Hertha. Os alviazuis ressurgiram em 1945 como SG Gesundbrunnen, um dos 45 clubes distritais reorganizados na capital. Em uma época na qual as tensões entre as duas partes do país eram bem menores, o time seguiu disputando o campeonato municipal e foi rebatizado como Hertha em 1949, ano no qual a Alemanha Oriental foi estabelecida.

Apesar da divisão de Berlim, o Hertha continuava como o clube mais popular da cidade. As excelentes campanhas na virada da década de 1930, encerrando um jejum de 19 anos da capital no Campeonato Alemão, tornaram o HBSC a principal referência futebolística local. Não à toa, o time costumava encher até mesmo o Estádio Olímpico de Berlim, atraindo torcedores dos mais diferentes bairros berlinenses. Uma década antes da construção do Muro de Berlim, o trânsito entre as metades da capital era muito mais livre. Tanto que muitos jogadores da parte oriental defendiam o Hertha.

Antes do Muro, veio o bloqueio ideológico

O problema é que o endurecimento da Alemanha Oriental a partir da década de 1950 afetou o futebol nas duas partes de Berlim. Em 1949/50, a dissolução do Friedrichstadt (antigo Dresdner, último campeão nacional sob o nazismo) após briga generalizada com o Horch Zwickau se tornou emblemática. A popular equipe de Dresden se sentiu prejudicada no jogo decisivo da Oberliga contra o time protegido pelos comunistas e acabou desmanchada por ser “muito burguesa”. No entanto, parte dos jogadores que deveria ser redistribuída pelos clubes estatais da Alemanha Oriental acabou fugindo para Berlim Ocidental. O Hertha recebeu 11 atletas, liderados pelo veterano atacante Helmut Schön – que, em 1974, se consagraria como técnico campeão do mundo com a Alemanha Ocidental.

As autoridades do regime comunista condenaram a atitude do Hertha e proibiram que os clubes orientais enfrentassem os alviazuis. Outro conflito ocorrido na sequência envolveu o Union Oberschöneweide, impedido de enfrentar o Hamburgo no Campeonato Alemão. Em consequência, o clube acabou se cindindo e os jogadores fundaram na parte ocidental da capital o Union 06 Berlim. O Campeonato Berlinense, a partir de então, passou a ser limitado apenas aos clubes do oeste, por mais que ainda recebesse torcedores e jogadores do leste. A decisão de fechar as fronteiras entre os dois países em 1952 não se aplicou da mesma maneira à capital. Inclusive, o Estádio Olímpico recebeu em 1953 e 1954 os “jogos da reconciliação”, com times representando as duas partes da cidade.

Helmut Schön saiu da Alemanha Oriental direto para o Hertha

Helmut Schön saiu da Alemanha Oriental direto para o Hertha

No entanto, o fato de estar isolado atrapalhava demais o futebol na Berlim Ocidental. Os clubes estavam proibidos de buscar jogadores orientais que não eram da cidade e não conseguiam atrair os ocidentais. Além disso, ficava difícil de competir com Vorwärts e Dynamo Berlim, que ofereciam privilégios junto à alta cúpula do poder comunista. Algo que se refletia nos resultados. Os times vencedores da Oberliga de Berlim eram sacos de pancada no Campeonato Alemão, que reunia os campeões regionais. Entre 1957 e 1963, o Hertha ficou com a taça berlinense três vezes, mas só teve uma vitória em 15 jogos pelo torneio nacional. De 1951 a 1963, quando o Campeonato Alemão era disputado por fase de grupos, em somente três oportunidades o representante de Berlim não ficou na lanterna.

Assim, o Hertha estava limitado aos triunfos municipais. Nesta época, o clube desenvolveu uma ferrenha rivalidade com o Tennis Borussia Berlim, outra potência local. Contudo, o apoio aos alviazuis vinha dos mais diferentes cantos da cidade, especialmente do leste. O Estádio am Gesundbrunnen estava encravado próximo à fronteira entre as metades da cidade. Por isso, bilheterias especiais vendiam ingressos em marcos alemães-orientais, a moeda específica da República Democrática da Alemanha. Essa maleabilidade garantia bons lucros ao Hertha em meio a tantas dificuldades. Entre os grandes eventos, até mesmo um amistoso contra o Santos em junho de 1960, com vitória do time de Pelé por 4 a 2 no Estádio Olímpico lotado.

O muro que dividiu também um clube

A decisão de construir o muro ao redor de Berlim Ocidental partiu da Alemanha Oriental, em 1961. Até aquele momento, cerca de 3,5 milhões de alemães-orientais (20% da população) tinham abandonado o país através da parte oeste da cidade. A barreira de pedra, cercada por soldados, impedia principalmente o êxodo de quem vivia sob o regime comunista. Os capitalistas ainda tinham permissão para atravessar a fronteira, embora precisassem da permissão do governo da RDA.

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O impacto da construção do muro foi imediato. Alguns jogadores de clubes alemães-orientais que estavam atuando fora do país preferiram nem voltar. Já um caso emblemático aconteceu com Klaus Taube, um dos maiores artilheiros da história do Hertha. No dia do anúncio da obra, o centroavante ia de sua casa, na porção leste da cidade, ao clube para disputar uma partida. Acabou impedido de atravessar o limite. “Foi irreal. Eu estava na fronteira e não entendia o que se passava. Minha carreira no Hertha acabou em minutos”, declarou, em entrevista à revista When Saturday Comes. Por seu sucesso no oeste, foi estigmatizado pelo regime, como muitos companheiros, e só defendeu times pequenos desde então. Mais de 20 clubes ocidentais perderam jogadores orientais com o muro.

A construção do Muro de Berlim em 1961

A construção do Muro de Berlim em 1961

Além disso, o isolamento de Berlim Ocidental também motivou os jogadores a se transferirem para clubes da outra porção do país. O atacante Helmut Faeder, melhor jogador do Hertha na época, chegou a dar entrevistas anunciando sua saída, mas mudou de ideia pouco depois. Diante dos problemas econômicos da cidade fechada por muros, os principais clubes locais decidiram suspender os salários e pagar apenas premiação pelos resultados como medida emergencial. As dificuldades da ilha capitalista aumentavam ainda mais com as paredes, justamente por tirar das arquibancadas boa parte dos torcedores.

O muro barrava boa parte da massa que vinha do leste para assistir aos jogos do Hertha. Por outro lado, o clube também ganhava simpatizantes entre aqueles que acompanhavam o Union 06 Berlim (que entrou em declínio depois da divisão da cidade) e o Union Oberschöneweide. O prejuízo dos alviazuis era bem maior, é verdade, embora naquele momento começasse a se traçar uma relação de proximidade com o Union Berlim, importante nas três décadas seguintes.

Como o isolamento de Berlim provocou a queda do Hertha

Não foi o rombo financeiro que encerrou o sucesso do Hertha na Oberliga de Berlim. O clube ficou com a taça em 1963, o que acabou sendo importantíssimo dentro da reestruturação que se realizava no futebol da Alemanha Ocidental. A Bundesliga nasceu na temporada 1963/64. E por mais que a federação tenha levado em conta aspectos de infraestrutura para indicar os participantes do novo campeonato, o Hertha esteve incluído no processo. Apesar de todas as dificuldades vividas em Berlim Ocidental, a escolha de um clube da cidade tentava manter a mobilização da população local pelo futebol.

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A entrada na Bundesliga, de fato, deu novo fôlego à economia do Hertha. Por mais que o clube fosse candidato óbvio ao rebaixamento, ser o único berlinense no campeonato aumentava ainda mais a sua atratividade. Não por menos, a média de público no Estádio Olímpico de Berlim foi de 35 mil torcedores por jogo, a terceira maior entre os 16 participantes. A questão é que o dinheiro não era solução para todos os problemas dos alviazuis.

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Uma das dificuldades claras acontecia nos jogos fora de casa. Quinze vezes ao longo da temporada, o elenco do Hertha precisava sair de Berlim Ocidental, em opções de transporte que não eram tão cômodas: os voos dos dois aeroportos da cidade, que tinham um quinto de suas passagens subsidiadas pelo governo; ou as viagens pelas estradas e linhas férreas, fortemente vigiadas pelos soviéticos. Difícil era conseguir atrair jogadores para uma cidade que vivia nestas condições, sob a paranoia disseminada pela Stasi ao redor do muro.

Para conseguir montar um elenco minimamente forte, o Hertha passou a pagar bônus para os jogadores que quisessem se submeter a estas condições – entre os que aceitaram, estava o jovem Otto Rehhagel. Algo proibido pelo teto salarial estabelecido pela Bundesliga. A ação ilegal acabou descoberta em 1964/65 e rebaixou os alviazuis, mesmo terminando uma posição acima da zona da degola. Para manter a representação de Berlim na elite do futebol alemão-ocidental, todavia, a federação optou por promover o modesto Tasmania, que fez em 1965/66 a pior campanha da história da liga.

Não era o muro que barrava a fanática torcida

O Hertha passou três temporadas nas divisões regionais, impedido de voltar à Bundesliga. Fora da elite do futebol alemão-ocidental, o clube retornou ao Estádio am Gesundbrunnen. E, durante aquelas campanhas avassaladoras, os velhos torcedores alviazuis que ficaram isolados na Berlim Oriental davam a maior prova de fidelidade. Dezenas de pessoas se posicionavam ao lado do muro com os rádios em punho, para aumentar o coro pelo Hertha. Quando as arquibancadas comemoravam o gol, quem estava do outro lado da Cortina de Ferro também celebrava.

O retorno à Bundesliga foi selado em 1968/69, quando o Hertha deixou outra vez o seu velho estádio para lotar o Olímpico de Berlim. Entretanto, mais um imbróglio envolvendo o time tirou em definitivo a chance dos torcedores orientais vibrarem junto com os ocidentais do outro lado do muro. Os alviazuis se envolveram com um esquema de manipulação de resultados e, embora não tenham sofrido outro rebaixamento, enfrentaram uma série crise financeira. Para salvar as contas, os dirigentes precisaram vender o Estádio am Gesundbrunnen em 1974. Atualmente, restam apenas velhas esculturas da velha construção em meio a prédios residenciais erguidos no local.

O estádio do Hertha antes da construção do muro

O estádio do Hertha antes da construção do muro

Apesar disso, o Hertha viveu suas maiores glórias durante os anos 1970. A média de público nas três primeiras temporadas de volta na Bundesliga giraram em 45 mil pessoas por jogo, enquanto os adversários mal conseguiam ir além dos 25 mil. Nos anos seguintes, os números dos alviazuis abaixaram, mas o clube seguia como um dos que mais levavam gente aos estádios. Algo que se refletiu em campo. Vice-campeão em 1974/75, o time também faturou duas Copas da Alemanha. Nem a presença do Tennis Borussia em duas temporadas na elite tirou os holofotes do grande clube de Berlim Ocidental.

Ao longo dos anos 1970, o Hertha também esteve presente em cinco edições da Copa da Uefa. Parou nas quartas de final em 1970, eliminado pela Internazionale, e registrou sua melhor campanha em 1979, eliminado nas semifinais pelo Estrela Vermelha. Campanhas que se tornavam também um prêmio para os torcedores do lado de fora do muro. Se eles não tinham liberdade para ir a Berlim Ocidental, podiam ao menos transitar nos outros países comunistas. Era comum, aliás, que a seleção e os clubes da Alemanha Ocidental recebessem o apoio dos orientais no Leste. Muitos deles continuavam torcendo para os times do oeste. Mas, no caso do Hertha, era mesmo uma torcida da própria cidade. De 1971 a 1979, a equipe atuou em Tchecoslováquia, Bulgária, União Soviética e Iugoslávia. Sempre bem acompanhada.

O episódio mais marcante aconteceu nas quartas de final da Copa da Uefa de 1979. O Hertha cruzaria com o temível Dukla Praga. Tudo bem que os tchecoslovacos não gozavam de muita simpatia no país, especialmente por roubarem jogadores de outros clubes para reforçar seu elenco. Ainda assim, os alemães surpreenderam ao dividirem os 30 mil lugares no estádio em Praga, vencendo por 2 a 1 e assegurando a classificação. Além dos antigos torcedores, a massa era reforçada pelos seguidores do Union Berlim. Uma época em que os alviazuis frequentavam o Estádio An der Alten Försterei, do outro lado do muro. Levavam as suas camisas “ocidentais” proibidas e engrossavam a oposição ao Dynamo Berlim. Muitos deles, gritando “Ha-Ho-He, Hertha BSC” durante as partidas, o que quase sempre fazia a transmissão oriental cortar o som ambiente. Nem sempre funcionava.

A queda do muro ajudou a erguer o Hertha

O grande feito do Hertha na Copa da Uefa se seguiu à decepção na Bundesliga. Rebaixado em 1979/80, o clube voltava a lidar com os problemas econômicos. Berlim Ocidental estava enclausurada entre o declínio do regime comunista e a crise do petróleo, que afetava em cheio o mundo capitalista. As médias de público caíam e os alviazuis passaram a ser figurantes na segunda divisão. Em 1982, cogitou-se até mesmo a fusão entre os quatro principais clubes da parte oeste da cidade para formar o FC Utopia, o que não vingou. Em tempos de vacas magras, a rivalidade do Hertha se desdobrava contra o Charlottenburg, que queria roubar o posto de clube número um de Berlim Ocidental, enquanto o Blau-Weiss 90 chegou a disputar uma temporada na elite.

Do outro lado do muro, em compensação, a fraternidade com o Union Berlim se reforçava. E a Stasi perseguiu alguns torcedores do Hertha que se organizavam no lado oriental, acusados de se desviarem para o lado capitalista. Helmut Klopfleisch, chefe de uma das torcidas alviazuis no leste, passou a ser reconhecido por sempre acompanhar os alemães-ocidentais no Leste Europeu. Certa vez, chegou a receber a visita do presidente do Bayern de Munique, que lhe deu uma camisa de Karl-Heinz Rummenigge, melhor jogador alemão na época. Contudo, Klopfleisch sofreu represálias. Interrogado pela Stasi, perdeu o seu passaporte e foi transferido do emprego de eletricista para o de faxineiro. A mudança de vida só veio em maio de 1989, quando teve permissão para se mudar para o lado ocidental.

Mosaico da torcida do Hertha

Mosaico da torcida do Hertha

A queda do Muro de Berlim também ajudou o Hertha a recuperar parte de sua força. Em 11 de novembro de 1989, dois dias após a quebra da barreira, cerca de 10 mil torcedores de Berlim Oriental atravessaram a fronteira para empurrar os alviazuis no duelo contra o Wattenscheid, pela segundona. Já em janeiro, o Estádio Olímpico de Berlim recebeu o esperado jogo da amizade “Hertha und Union, eine Nation” (Hertha e Union, uma nação), em que 51 mil pessoas viram o triunfo do Hertha por 2 a 1. Coincidência ou não, naquele mesmo ano, o clube conquistou o título e o acesso na segunda divisão, com a média de público saltando de oito para 13 mil espectadores por partida. Uma das referências daquele time era o atacante Axel Kruse, que havia abandonado o lado oriental pouco antes da queda do muro.

A volta do Hertha à elite durou apenas uma temporada. E, entre idas e vindas com problemas econômicos, o clube só se estabeleceu novamente na primeira divisão a partir de 1997/98, após o jogo do acesso que levou mais de 75 mil ao Estádio Olímpico. É verdade que as três décadas de isolamento de Berlim Ocidental atrapalharam, com o clube atualmente compondo o pelotão inferior  da Bundesliga. Não dá para dizer, porém, que faltou apoio da torcida. Podendo contar novamente com a força da capital inteira, os alviazuis tiveram média superior a 40 mil pagantes em 17 das últimas 18 temporadas. A divisão que marcou o time no passado, hoje, é uma grande prova de fidelidade.