O Tottenham faz boa campanha na Premier League.  Os Spurs fecharam a nona rodada na quarta colocação da tabela, três pontos atrás do líder Arsenal – uma diferença que não existiria se o time não tivesse perdido o clássico contra os Gunners. Se a posição é boa, no entanto, ela se deve à solidez da defesa montada por André Villas-Boas. O ataque dos londrinos tem números apenas razoáveis, com nove gols. E, por enquanto, coloca em dúvidas voos mais altos do time.

O problema do time nem é falta de coragem para arriscar ou a falta de pontaria. Os londrinos são os que mais chutam na Premier League (média de 17,7 arremates por jogo) e possuem um bom aproveitamento (33,3% deles vão em direção à meta). A questão é vencer o goleiro, já que somente 5,6% acabam nas redes. E um número que ajuda explicar isso é que 57% das finalizações vêm de fora da área, terceira maior marca da PL. Em consequência, o time não fez mais de dois gols em um mesmo jogo da liga.

Para piorar, o Tottenham é o time mais dependente de pênaltis da Inglaterra. Os Spurs foram premiados com três penalidades na competição, todos convertidos por Roberto Soldado, e que garantiram nove dos 19 pontos do time na tabela. Depois de Crystal Palace e Swansea, a nova vítima dos londrinos na marca da cal foi o Hull City, que até equilibrou o encontro em White Hart Lane. Porém, um toque de mão contestável decidiu o jogo aos 35 do segundo tempo.

Opções não faltam para o ataque. O Tottenham conta com Roberto Soldado e Jermaine Defoe para servir como referência, enquanto a linha de meias é muito bem servida por Andros Townsend, Gylfi Sigurdsson, Aaron Lennon, Erik Lamela, Christian Eriksen e Lewis Holtby. Mais atrás, Paulinho e Moussa Dembélé se destacam justamente pelo potencial ofensivo. Falta ao time aproveitar melhor essas peças, tendo mais tranquilidade para se aproximar da área e furar as defesas adversárias – o que não vem acontecendo e explica a quantidade de erros.