Os grandes de Portugal, principalmente Porto e Benfica, quando atuam em casa pelo Campeonato Português contra o resto da tabela costumam ter um alto índice de aproveitamento. Os Dragões, por exemplo, ganharam de todo mundo como mandante na última temporada, com exceção do empate por 0 a 0 com os Encarnados. Estavam invictos em casa pela liga portuguesa desde abril de 2016. Eram 36 jogos de invencibilidade e uma sequência de 11 vitórias seguidas. E, então, apareceu o Vitória de Guimarães para jogar todos esses números pela janela e ganhar por 3 a 2.

As circunstâncias da partida explicam porque jornais portugueses estão classificando a vitória como “épica”e “histórica”. O Porto fez 1 a 0 com Brahimi, aos 37 minutos do primeiro tempo. André Pereira ampliou logo em seguida, em posição de impedimento que não foi flagrada pelo árbitro de vídeo porque houve um problema técnico de comunicação entre a cabine e o apitador de campo entre os 15 e os 45 minutos da etapa inicial.

De qualquer maneira, o Porto estava com dois gols de vantagem no placar, caminhando para mais uma vitória corriqueira no Campeonato Português. Mas André André descontou de pênalti. Tozé, aos 30 minutos do segundo tempo, acertou um chute cruzado para empatar. E a três minutos do fim, quase do mesmo lugar, Davidson acertou uma finalização parecida e fez 3 a 2 para os visitantes.

O Vitória de Guimarães havia esboçado algo parecido na Luz, na primeira rodada do campeonato. O Benfica abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas levou dois gols depois do intervalo e teve que se segurar para vencer. O Porto não conseguiu fazer o mesmo.

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