O técnico da seleção inglesa, Gareth Soutghate, afirmou depois da derrota por 2 a 1 para a Espanha que o futebol do seu país tinha dificuldades de desenvolver meio-campistas decisivos e criativo, como os espanhóis têm em vasta quantidade. Citou Paul Gascoigne como o único que viu jogar com os próprios olhos, e, em seguida, o próprio, aos 51 anos, ofereceu-se para jogar pela Inglaterra contra a Suíça, nesta terça-feira, em Wembley.

“Gareth, estarei no jogo amanhã (nesta terça). Eu uso (chuteira) tamanho 9, vou ver o que consigo fazer. Vou descer para fazer uma visita”, escreveu Gascoigne no Twitter. “Boa sorte, colega, e obrigado pelas palavras. Achei que a imprensa só escrevia bosta sobre mim. Com amor, Gazza”.

Depois, ele escreveu: “Ansioso para o jogo contra a Inglaterra. Espero que tenhamos um grande desempenho e, além disso, eu talvez volte no tempo por Gareth”. No entanto, imprevistos de última hora impediram Gazza de voltar a calçar as chuteiras. “Boa sorte Gareth, não posso jogar hoje à noite porque estou machucado, há!, com amor, Gazza”, acrescentou.

Tentando tornar um time que detém mais a posse de bola, a Inglaterra recebeu um choque de realidade ao enfrentar a Espanha, especialista nesse estilo. “O único (meia decisivo e criativo) que eu vi foi Paul Gascoigne, e não tenho certeza se ele foi desenvolvido, acho que foi consequência de um talento único”, disse. “Acho que o que está acontecendo na base é que há mais ênfase em habilidade técnica, há mais, desde os cinco, seis, sete anos, ênfase em ser capaz de lidar com a bola e jogar”.

“Estamos vendo isso com alguns dos nossos times de juniores. Mas conseguimos ver que existe uma janela de tempo para esses jogadores aparecerem. Podemos ver que há alguns jogadores na nossa equipe que têm habilidade para fazer isso, mas a Espanha tem uma linha de produção há muito tempo”, encerrou.