O Leicester City apresentou sua camisa reserva para a temporada 2018/19 nesta semana. Um fardamento sóbrio e bonito, com detalhes em azul no ombro, além do pano branco. Até aí, nenhum problema, por mais que fosse parecidíssimo com o do Palmeiras. Muitos torcedores da Raposa gostaram do uniforme produzido pela Adidas. O problema veio dias depois, quando os fanáticos descobriram o “engodo” na internet. Enquanto a camisa estava sendo vendida por £55 no site oficial do clube, com escudo e patrocinador, o mesmíssimo modelo sem a personalização custava menos de £15 em lojas esportivas do Reino Unido. Motivo suficiente para uma revolta.

Enquanto a Adidas justificou o design do novo uniforme como algo “vintage”, ele também se encontra na versão básica da chamada camisa “Regista”. Um desenho antigo e repaginado. Pior, com o custo de “módicos” £40 para adicionar o escudo do clube e o patrocinador no mesmo pano. Assim, uma enxurrada de críticas tomou as redes sociais, questionando não apenas o preço, como a própria personalização do material feito pela empresa alemã.

Um dos maiores problemas quanto ao lançamento de camisas se concentra na falta de identidade. Cada vez mais, as grandes marcas reproduzem a mesma linha a diferentes clubes, apenas mudando cores e detalhes. Algo que irrita muito torcedores, embora atenda os interesses comerciais, sobretudo a necessidade de fazer uma camisa nova a cada ano – o que poderia ser legal tempos atrás, mas já vai esgotando a criatividade. De qualquer forma, a Adidas poderia ser um pouco mais inteligente em sua estratégia. Ficou muito na cara.