O Manchester City sustentava amplo favoritismo contra o Newcastle para o confronto deste sábado, no Estádio Etihad, mas precisava de atenção. O tropeço na rodada anterior aumentava a cobrança sobre os Citizens e os Magpies, mesmo sem vencer, conseguiram complicar Tottenham e Chelsea nas rodadas anteriores. De fato, os visitantes se fecharam bastante e venderam caro o resultado. Mas, ao final, os celestes saem com sua terceira vitória na Premier League. O momento de pressão no início do segundo tempo valeu demais à equipe de Pep Guardiola, que contou com uma bomba de Kyle Walker para definir o 2 a 1 no placar. Suado, mas merecido.

Tomando conta do jogo na metade inicial do primeiro tempo, o Manchester City abriu o placar aos oito minutos, em boa jogada de Raheem Sterling. O ponta partiu para cima da marcação e mandou no cantinho quando achou espaço. Gabriel Jesus poderia ter ampliado pouco depois, em linda jogada após cortar dois, mas não finalizou da melhor maneira, em cima do goleiro Martin Dubravka. O Newcastle se limitava a defender e esperava algum contragolpe fatal. Exatamente o que aconteceu aos 30 minutos. A ligação direta contou com belo domínio de Kenedy. O brasileiro abriu com Salomón Rondón, que cruzou na medida para o lateral DeAndre Yedlin, em disparada, definir.

O City não conseguiu ser tão efetivo na sequência do primeiro tempo. Então, o intervalo faria bem à equipe. Mais concentrados, os celestes partiram para cima e retomaram a vantagem aos sete minutos. Em bola ajeitada por Sergio Agüero, Walker acertou um chutaço do meio da rua, sem qualquer chance de defesa. Os anfitriões continuavam em cima, tentando ampliar, mas o goleiro Dubravka acumulava boas defesas. Assim, com as alterações, os Citizens preferiram se resguardaram e manter a vantagem mínima, já suficiente para os três pontos.

O Manchester City permanece na cola dos líderes. Está a dois pontos de Liverpool e Chelsea, podendo ser ultrapassado ainda por Tottenham e Watford neste domingo. É um bom início, por mais que as armas do time pareçam se tornar um pouco mais conhecidas dos adversários. A ausência do lesionado Kevin de Bruyne tem um peso, enquanto há uma preocupação com Leroy Sané, deixado de fora da partida por opção técnica – segundo a imprensa local, falta de empenho nos treinos. De qualquer forma, os Citizens ganharam novas peças para se impor. Terão que saber trabalhar com os detalhes para seguir firmes em busca do bicampeonato. O favoritismo permanece com eles, mas a concorrência evoluiu.