Já era algo palpável no meio da semana passada, com a vitória fora de casa no equilibrado jogo contra o Flamengo, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas se ainda era necessária alguma prova de que o São Paulo está firme nesta Série A de 2018 e é para buscar coisas grandes no lado de cima da tabela – realidade incomum, nos últimos anos da história tricolor -, essa prova veio no inquestionável 3 a 1 do clássico desta noite de sábado contra o Corinthians, arquirrival que habitualmente andava frustrando as expectativas tricolores recentemente.

O triunfo era palpável desde o primeiro tempo. Quando nada, porque era impossível indissociar o Corinthians dos impactos dentro de campo (o apedrejamento do ônibus na chegada ao Morumbi) e fora também (a saída anunciada de Rodriguinho rumo ao Pyramids egípcio). Mesmo sem muitas chances, o time são-paulino tinha como controlar o jogo – se valendo principalmente de Reinaldo, em ótima atuação pela esquerda. Nas bolas paradas, então, Nenê trazia a habitual precisão.

E o Corinthians possibilitou maior frequência justamente dessa jogada, no segundo tempo. Algo que aproximava o São Paulo da vitória – e nada recomendável para um Corinthians que já não tem mais a solidez defensiva que teve, com o setor em plena reformulação após a saída de Fabian Balbuena. Foi exatamente assim antes de Anderson Martins abrir o placar: um escanteio, dois, três… até o zagueiro abrir o placar no quarto.

Estava consolidado o domínio. Que não seria perdido, já que Hudson controlava as ações no meio-campo. E Reinaldo, além de tudo, seguia bem no jogo, merecendo o segundo gol. O terceiro gol poderia ter vindo até antes, como na bola na trave de Diego Souza. Veio novamente com Reinaldo, na inegável falha de Cássio. E o gol de Jonathas para o Corinthians virou apenas uma nota de pé de página, numa vitória útil para o Tricolor manter a proximidade da ponta, após os 15 minutos em que o líder Flamengo resolveu seu clássico contra o Botafogo.

Mais do que isso: uma vitória que comprova a organização e a dedicação atual do São Paulo, sob Diego Aguirre, para se firmar nas primeiras posições. Que comprova o bom trabalho feito na pausa pela Copa do Mundo. Assim fica fácil os destaques técnicos aparecerem. Assim fica mais fácil ter a confiança da torcida. Não eram luxos dos quais o São Paulo pudesse desfrutar, ultimamente. Já o Corinthians teve a dura confirmação, apenas insinuada na vitória contra o Botafogo: haverá muito trabalho para manter a solidez dos anos gloriosos recentes, já que o desmanche é inevitável. E crescem as dúvidas na torcida sobre a capacidade de Osmar Loss para mediar isso.